Árbitro brasileiro no Pré-Olímpico de polo aquático relata experiência na Holanda

Fábio Toffoli foi o único do País em Rotterdam. Árbitro possui experiência em grandes torneios no Brasil e exterior.

O Pré-Olímpico de polo aquático, realizado na cidade de Rotterdam, na Holanda entre os dias 14 e 21 de fevereiro, teve não só a participação da equipe brasileira masculina, bem como do experiente árbitro Fábio Amaral Toffoli, mais conhecido nas piscinas nacionais como Pixoxo.

O paulista de Santos (SP) foi o único representante brasileiro na competição, que definiu as classificações de Montenegro, Grécia e Croácia para Tóquio 2021. Aos 51 anos, Fábio Toffoli esteve presente na piscina em três jogos no evento, que foram: Croácia x Romênia, Croácia x Alemanha e Rússia e Canadá.

No currículo do árbitro, que é também administrador de empresas, estão olimpíada, campeonatos mundiais, sul-americanos e nacionais, incluindo a última edição do Brasil Open, torneio promovido pela Liga Brasileira de Polo Aquático (PAB), em Bauru (SP), no mês de novembro do ano passado.

“A experiência no Pré-Olímpico foi muito legal, primeiro porque era uma competição que eu nunca tinha participado, já tinha esse sonho, e segundo porque foi pós/durante pandemia, com uma série de regras de protocolo, que nos foi imposto”, disse o árbitro.

Desde a saída do Brasil até durante o campeonato, a organização, atletas e todo staff fizeram vários exames de PCR. Além disso, tiveram que seguir todos os protocolos de distanciamento e sem publico.

“Foi a primeira vez que apitei sem torcida, mas foi bem legal o campeonato, o nível muito bom e seguiram tudo a risca, foi bem organizado. Em termos de arbitragem e de estrutura, o campeonato foi fantástico, arbitragem de nível altíssimo, com grandes nomes de nível olímpico”.

”A organização também não tem o que falar, foi tudo impecável, horário, tudo pontual, a montagem do campo, um placar eletrônico maravilhoso, não tem o que falar, primeiro mundo”, comentou Pixoxo.

História no Polo Aquático 

De Santos (SP), Fábio Amaral Toffoli começou a jogar polo aquático no Clube Internacional de Regatas, pela categoria de base. Depois que parou de atuar ficou um tempo afastado do esporte, e em 1998 um amigo, diretor de polo aquático no Internacional, o convidou para o curso de arbitragem na Federação Paulista.

“Eu demorei para começar a apitar mesmo, só fazia mesa de controle, que é a que cuida do tempo de jogo, cronometro e tempo de ataque, mas depois fui para o apito. Quando eu comecei, tomei gosto”, falou.

“Nessa época que me antecedeu como árbitro, o Brasil tinha grandes árbitros e eu quando fazia o trabalho como oficial na mesa de controle, observava muito eles e com isso fui tomando gosto. Até quando comecei a apitar categoria de base, infantil, festival e depois juvenil, foi aí que começou, a gente vai subindo gradativamente, tem que passar por vários estágios porque não é fácil apitar um jogo de polo aquático”, completou.

Experiências internacionais 

Toffoli já apitou os maiores campeonatos de polo aquático do mundo, entre eles o Sul-Americano, os Jogos Pan-Americanos 2019 de Lima, Ligas Mundiais, Super Final, uma World Cup,  Campeonato Mundial adulto, dois Campeonatos Mundiais Júnior e as Olimpíadas Rio 2016.

“Gostaria de repetir todas, foram competições de alto nível que acabam recompensando muito, da uma maturidade, uma experiência, e uma bagagem. Sonho em estar presente mais vezes”, falou o santista.

Segundo o árbitro, existem muitas diferenças entre torneios nacionais e internacionais, principalmente se nos compararmos com a Europa.

“Temos que ir devagarinho, começamos a mudar, mas temos que ir devagar para chegarmos lá e representar bem, tanto as equipes como os árbitros, eu acredito muito na nossa evolução, mas estamos muito distantes ainda do padrão europeu”, comentou.

Importância dos árbitros para o Polo Aquático 

Para Fábio Toffoli, a renovação de profissionais é a chave para o crescimento e aperfeiçoamento de árbitros no Brasil.

“A importância da arbitragem no polo aquático é fundamental, não se consegue fazer uma brincadeira, um jogo treino, uma pelada, sem um árbitro de polo aquático, é impossível. Acho de suma importância e tem que ser uma coisa bem pensada pelos dirigentes, pelas pessoas que estão encabeçadas nesse papel de investir bastante em renovação, assim como jogadores e técnicos, já que se não tiver árbitro, não tem jogo”.

“O Brasil está bem representado no conselho técnico de arbitragem há dois anos, está sendo feito um trabalho bem legal com os árbitros também com renovação. Espero que continue, porque é de suma importância para a modalidade”, finalizou Fabio.

Sobre a PAB

A Liga Brasileira de Polo Aquático (PAB) foi criada com o objetivo de difundir a modalidade no Brasil. Para isso ela busca o protagonismo de clubes, atletas e técnicos com foco no fomento do esporte no médio e longo prazo, evidenciando a visão coletiva que representa os interesses do polo aquático.

A Liga Brasileira de Polo Aquático foi fundada com a participação de dez clubes em março de 2016: Club Athletico Paulistano (SP), Clube Jundiaiense (SP), Clube Paineiras do Morumby (SP), Clube de Regatas do Flamengo (RJ), Esporte Clube Pinheiros (SP), Tijuca Tênis Clube (RJ), Fluminense Football Club (RJ), Clube Internacional de Regatas (SP),  Serviço Social da Indústria – SESI-SP (SP) e Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo.

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