ABB Formula E: Maximilian Guenther vence movimentado ePrix de Santiago

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Foto: Fórmula E

O piloto alemão da BMW i Andretti Motorsport se torna o mais jovem vencedor da história da Fórmula E com uma emocionante disputa nas voltas finais pela vitória

Max Guenther, da BMW i Andretti Motorsport, venceu o 2020 Antofagasta Minerals Santiago E-Prix depois de uma impressionante ultrapassagem na volta final para garantir seu primeiro troféu da ABB FIA Formula E Championship.

Piloto mais jovem no atual grid da categoria de carros elétricos, Guenther caiu de segundo para terceiro na largada, se recuperou e assumiu a liderança pouco depois da metade da prova. Mas na penúltima volta foi ultrapassado pelo português Antonio Félix da Costa (DS Techeetah).

Mas o alemão aproveitou ao máximo os problemas de superaquecimento do carro de Da Costa nos segundos finais da corrida, e reassumiu a liderança nas últimas curvas para receber a bandeira quadriculada em primeiro.

“Estou muito feliz pela minha primeira vitória na Fórmula E. Foi uma corrida muito difícil, tivemos decisões difíceis para tomar durante a prova, mas conseguimos administrar bem a questão de temperatura nos minutos finais e tivemos uma disputa muito bonita na volta final. Foi uma vitória incrível para mim e toda a equipe”, comentou Max Guenther ao final da prova.

Segundo colocado após ter largado na 10ª posição, Antonio Félix da Costa terminou o ePrix de Santiago com uma mistura de felicidade e frustração: o piloto português da DS Techeetah fez uma excelente prova de recuperação e nos últimos minutos ultrapassou Mitch Evans e Max Guenther. Mas o superaquecimento de seu carro na última volta lhe tirou as chances d defender a liderança e viu a vitória escapar à duas curvas da bandeirada.

“Não sei nem por onde começar para explicar esta prova. Tivemos um problema de comunicação. Consegui gerenciar bem a energia e a equipe disse que estava tudo bem, então mantive o ritmo e consegui algumas ultrapassagens. Mas faltando duas voltas para o fim, a equipe pediu para reduzir por conta de um problema. É uma sensação diferente para mim, sinto que perdi mas ao mesmo tempo estou feliz de ter chegado onde cheguei”, comentou Da Costa.

Após ter largado na pole position e liderado mais da metade da prova, Mitch Evans terminou na terceira colocação com sua Panasonic Jaguar Racing. Ao final da corrida, o piloto britânico procurou exaltar a importância dos pontos conquistados em Santiago.

“Não entendi exatamente o que aconteceu em alguns momentos da corrida. Talvez a execução do nosso plano de prova não tenha sido boa o bastante. Mas prefiro olhar pelo lado positivo, conseguimos pontos importantes para o decorrer do campeonato depois de um inicio complicado, por isso devemos ficar contentes apesar de não ter sido a vitória”, declarou Mitch Evans.

Como foi o ePrix de Santiago do inicio ao fim

Após ter conquistado a Julius Baer Pole Position na Super Pole com 0,275 milésimos abaixo do tempo de Guenther, Mitch Evans largou e se manteve na liderança da prova nas primeiras voltas.

O brasileiro Felipe Massa (ROKiT Venturi Racing) largou em quarto lugar, depois de marcar o mesmo tempo que Pascal Wehrlein, da Mahindra Racing, na Super Pole – o alemão largou em terceiro por ter cravado o tempo primeiro. Na largada, Massa perdeu duas posições e caiu para sexto.

A primeira grande batalha do ePrix de Santiago foi entre o líder do campeonato, Alexander Sims (BMW i Andretti Motorpsort) e Andre Lotterer (TAG Heuer Porsche). Ambos acabaram se tocando e abandonando a prova, ocasionando uma bandeira amarela para todo o circuito.

Após ter largado em 22º, Lucas di Grassi deu inicio a sua prova de recuperação e após evitar algumas confusões, em poucos minutos já ocupava a 16ª posição.

A ROKiT Venturi Racing teve seu próprio momento de cabeça quente no meio da corrida, quando Massa foi forçado a bater na parede por seu próprio companheiro de equipe, Edoardo Mortara, em uma intensa disputa pela quinta colocação. O piloto brasileiro levou a pior: perdeu a posição para o piloto suíço e também para os dois carros da DS Techeetah (Jean-Eric Vergne e Antonio Féliz da Costa), caindo para a sétima posição.

Momentos depois, Guenther usou seus momentos finais do MODO DE ATAQUE para assumir a liderança ao ultrapassar Mitch Evans em uma grande disputa na longa reta do circuito de rua chileno.

O calor elevado – com temperaturas de pista de até 40 graus celsius – estava afetando os carros, e diversas equipes que pareciam rápidas na primeira metade da corrida começaram a ficar para trás.

Os dois carros da DS Techeetah, no entanto, começaram a diminuir a diferença para os primeiros colocados, e o atual bicampeão da Fórmula E, Vergne, subiu oito posições e assumiu a terceira posição, seguido por seu companheiro de equipe Da Costa.

No entanto, a asa dianteira do carro de Vergne começou a esfregar no pneu dianteiro direito. O francês se recusou a ceder a posição para seu companheiro de equipe por conta do problema, fazendo com que a fumaça voasse por toda a pista atrás dele antes que os destroços finalmente saíssem. Logo o bicampeão foi forçado a ceder e pouco tempo depois abandonou a prova, mas foi aplaudido pelos fãs.

Em terceiro, Da Costa passou por Evans e ficou em segundo lugar – e partiu nos cinco minutos finais a perseguir o líder Guenther. O primeiro embate entre os dois aconteceu restando pouco mais de dois minutos + 1 volta para o fim do ePrix na curva 10, quando o português ultrapassou o alemão e assumiu a ponta.

Enquanto isso na parte de trás do grid, Lucas Di Grassi protagonizava uma impressionante prova de recuperação e continuava a ganhar posição atrás de posição, chegando ao sétimo lugar, mas todos os olhos estavam nos dois pilotos na frente nas duas últimas voltas em Santiago.

Na última volta, com um carro melhor do que o de Da Costa, Max Guenther reassumiu a liderança da prova e conquistou sua primeira vitória na Fórmula E. Isso também levou o alemão à quarta posição no Campeonato de Pilotos, enquanto o novo líder do campeonato é o belga Stoffel Vandoorne, da Mercedes-Benz EQ, depois de conquistar oito pontos com o sexto lugar.

Lucas di Grassi terminou a prova na sétima colocação e se manteve na quinta posição no Campeonato de Pilotos, enquanto Felipe Massa fechou o ePrix de Santiago na nona colocação, marcando os seus primeiros pontos nesta temporada.

O ABB FIA Formula E Championship retornará com o E-Prix da Cidade do México em 15 de fevereiro.

Aspas Felipe Massa após a prova: “Foi uma corrida cheia de surpresas. Infelizmente não larguei bem, não sei exatamente o que aconteceu pois sempre faço boas largadas, mas infelizmente hoje o carro começou a patinar na largada e perdi duas posições logo no inicio. Apesar disso, o ritmo era bom e estávamos bem na prova, com um bom carro para competir até o final. Consegui fazer a volta mais rápida no momento em que peguei o MODO DE ATAQUE, mas infelizmente ocorreram alguns problemas que me tiraram todas as chances de chega onde deveria, provavelmente entre os cinco primeiros. Teve um problema com os dois carros da equipe, onde sem duvidas isso me deixa um pouco chateado porque a equipe não trabalhou hoje pensando no melhor resultado para a equipe, então temos que melhorar isso daqui para frente para conseguir resultados mais eficientes. E pouco depois houve um incidente com o Abt, onde acredito que ele tentou se defender do Lucas e acabou me atingindo. Foram muitos problemas que acabaram me tirando uma grande oportunidade, mas agora é começar a pensar na próxima etapa, corrigir os erros e seguir com o nosso trabalho”.

Aspas Lucas di Grassi: “Para ter chances em um campeonato como o da Fórmula E é preciso ser consistente, ter a cabeça fria. Quando acontece eventos ruins, como o que aconteceu hoje comigo na classificação é preciso manter a cabeça fria e conquistar o máximo de pontos possíveis, e quando tiver a chance de vencer, não desperdiçar a chance. Acho que este é o segredo para lutar pelo campeonato. E isso torna ainda mais importante os pontos conquistados hoje em santiago, levando em consideração a posição em que largamos. Quanto a próxima etapa que será na Cidade do México, ainda estarei no Grupo 1 do treino classificatório, e com isso pegarei a pista em um pior estado que os demais concorrentes. Porém temos um bom histórico no México, venci três de quatro provas disputadas lá, apesar que fui desclassificado em uma delas, por isso na verdade venci duas. Mas o nosso carro geralmente se comporta bem lá, e apesar de algumas prováveis modificações que a pista mexicana deve sofrer para este ano, espero conseguir fazer uma boa classificação e marcar uma boa quantidade de pontos, e se a classificação não for tão boa, pelo menos chegar entre os dez primeiros”.

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