Detalhes das classes da Transat Jacques Vabre

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Class40: sete nacionalidades, um brasileiro

Das quatro classes que disputam a regata, a Class40 é a mais numerosa e também a mais internacional desta edição. São sete nacionalidades envolvidas, incluindo uma parceria na história da vela entre a Angola e o Brasil. Além das várias duplas francesas, que tradicionalmente são maioria, os estrangeiros são: o japonês Hiroshi Kitada (que ainda não anunciou seu co-skipper), o britânico Phil Sharp (que também aguarda seu co-skipper), a britânica Miranda Merron (ao lado do skipper francês Halvard Mabire), as duas duplas 100% italianas Massimo Juris acompanhado de Pietro Luciani e Andrea Fantini ao lado de Alberto Bona, os alemães Burkhard Keese e Alexander Krause e o skipper de Omã, Fahad Al Hasni (ao lado do francês Sidney Gavignet).

Os brasileiros terão ainda mais um motivo para acompanhar a travessia no mês de novembro. Além do porto de chegada ser a capital baiana pela quinta vez em 13 edições, esta será a terceira participação brasileira na história da regata. A bordo do Mussulo 40 Team Angola Cables, o brasileiro Leonardo Chicourel formará dupla com o angolano radicado em São Paulo, José Guilherme Caldas.

Multi50: Sete trimarãs voadores

Ao todo, sete barcos Multi50 estarão na linha de largada da edição 2017 e, pela primeira vez, equipados por fólios (tecnologia que permite ao barco de “flutuar” sobre a água). Tricampeão da Transat Jacques Vabre (2009, 2013 e 2015), o francês Erwan Le Roux (a bord do FenêtréA – Mix Buffet) é um dos 12 velejadores que confirmaram presença. Um de seus concorrentes será o também francês Lalou Roucayrol (a bordo do Arkema), que fará sua oitava participação ao lado da velejadora Karine Fauconnier.

Além da estreia dos fólios entre os veleiros dessa classe, dois novos barcos recém-lançados farão da Transat Jacques Vabre sua primeira regata. O primeiro é o barco Réauté Chocolat, comandado pelo francês Armel Tripon com o barco (ainda sem co-skipper). Já o segundo é o veleiro Solidaires en Peloton – ARSEP, que levará a bordo o francês Thibaut Vauchel-Camus e o também tricampeão (2005, 2007 et 2009), Franck-Yves Escoffier.

IMOCA: a classe das duplas mistas

Doze duplas, das quais três formadas por um homem e uma mulher estarão na briga pela vitória entre os barcos da classe IMOCA (monocascos de 60 pés).

O francês Tanguy de Lamotte e a britânica Samantha Davies a bordo do d’Initiatives-Cœur serão um deles. Após uma parceria que deu certo na edição passada, eles estarão juntos novamente em 2017. Na mesma disputa, outra dupla mista será formada pela velejadora Isabelle Joschke e seu colega Pierre Brasseur (vencedor em 2015 pela Class40).

Parceiros no mar e também na vida, o casal Louis Burton e Servane Escoffier estarão mais juntos do que nunca formando a terceira dupla mista desta classe a bordo do veleiro Bureau Vallée (barco vencedor da última edição da regata de volta ao mundo Vendée Globe).

Além deles, é claro, a classe contará com experientes velejadores como Jean-Pierre Dick e Yann Eliès na busca da quarta vitória na regata (a bordo do St Michel-Virbac), de Paul Meilhat e Gwénolé Gahinet (a bordo do SMA) e de Kito de Pavant e Yannick Bestaven (a bordo do Bastide Otio).

Ultimes: briga de gigantes

A classe Ultime promete ser um duelo de titãs, tanto pela envergadura dos barcos, quanto pela performance de quem pilota essas máquinas. Os franceses Thomas Coville e Jean-Luc Nélias, a bordo do barco Sodebo Ultim’, são atualmente dois dos velejadores mais rápidos do mundo (Thomas que acaba de bater o recorde de volta ao mundo em solitário e Jean-Luc, recordista por equipe).

Os dois concorrentes não ficam muito atrás. Sébastien Josse e Thomas Rouxel irão comandar o barco recém-lançado Maxi Edmond de Rothschild, um dos maiores trimarãs do mundo equipado com fólios que fará sua estreia em regatas. Para completar, dois dos velejadores que mais vezes disputaram a regata: Lionel Lemonchois e Bernard Stamm a bordo do veleiro gigante Prince de Bretagne.