Treinador André Avallone escreve artigo ao jornal LANCE!

O treinador do polo aquático do Sesi-SP, André Avallone, escreve artigo ao jornal LANCE! nesta quinta-feira(20).

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Treinador André Avallone escreve artigo ao jornal LANCE!
Treinador André Avallone escreve artigo ao jornal LANCE!

Um título com muitos significados
Por André Avallone, técnico do SESI-SP de polo aquático

Olá, leitores do LANCE! O Sesi-SP foi o grade campeão do Brasil Open de Polo Aquático, principal competição de clubes da modalidade no primeiro semestre. Realmente, foi um título inédito não só na minha carreira, como em toda a história do Sesi-SP. Para quem não sabe, essa competição tem a tradição de ter diversos jogadores estrangeiros, devido ao tempo de duração. Foram apenas cinco dias de competição, por isso as equipes brasileiras se reforçam com “gringos” que terminam suas temporadas na Europa e Estados Unidos e deixam nosso Polo Aquático com mais qualidade. Sou a favor da participação dos “gringos”, mas confesso que poderíamos investir melhor o dinheiro gasto. Essa é a minha opinião e não acho que é assunto para tratar nesse momento.

Foram anos batendo na trave. Desde 2012 que participo como técnico do Brasil Open (antes chamada Troféu Brasil), nunca conquistamos o título. Sempre estivemos entre 2º e 4º lugares, mas esse ano fomos campeões. Antes de começar essa competição, tínhamos conversado entre a comissão técnica, que o resultado final poderia ser 8º ou 1º lugar, pois acreditávamos que todas as equipes tinham possibilidade de vencer, tamanha competitividade que poderia ser e foi esse evento.

Tenho algumas considerações para esse evento. Primeiro, gostaria de parabenizar a ABDA RJ pelo esforço que tiveram em poucos meses, reformar todo o Complexo e colocar em andamento um projeto que beneficia muito o Polo Aquático carioca e brasileiro. Com todas as dificuldades que o esporte brasileiro, consigo ver de forma positiva as evoluções que a PAB obteve em relação ao ano passado nesse mesmo torneio. Aos árbitros, que apesar de ainda terem suas dificuldades, vejo uma evolução na organização e controle feito por parte da CBDA. Não consigo ver evolução sem “processo”, por tanto, precisamos ter calma e seguir nosso dia a dia de trabalho.

Pra finalizar, queria dizer que nosso time é formado por 80% de jogadores revelados na nossa base. Somos compostos por jogadores experientes, como Rudá, Bernardo, Gustavo, Pedrinho e ao mesmo tempo com meninos mais novos, como Marcos Paulo, Gabriel Bellio, Vinicius e Matheuzão, atletas vindos da nossa base e que agora possuem características importantes na composição do grupo adulto. São meninos que deram muito ritmo de jogo durante toda competição. Pude revezar, através do controle de cada atleta para termos uma boa rodagem e descanso, o que é muito importante em uma disputa em tiro curto, com jogos todos os dias.