Regata Transat Jacques Vabre atinge 7 milhões de euros em impacto econômico

Regata Transat Jacques Vabre atinge 7 milhões de euros em impacto econômico.

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A Transat Jacques Vabre, uma das principais regatas do mundo, divulgou nesta terça-feira (4) os números de impacto econômico da edição 2017, disputada de Le Havre, na França, até Salvador, na Bahia. A prova disputada em duplas contou com 37 barcos de quatro classes diferentes, incluindo uma tripulação brasileira no veleiro Mussulo 40 Team Angola Cables. Segundo dados da MKTG, do grupo francês Kene, a Transat Jacques Vabre gerou 7 milhões de euros (mais de 30 milhões de reais). Nos 10 dias de Vila da Regata em Le Havre, na cidade-sede da prova, 480 mil visitantes passaram pelos estandes e atrações oficiais.
Regata Transat Jacques Vabre atinge 7 milhões de euros em impacto econômico

A Transat Jacques Vabre, uma das principais regatas do mundo, divulgou nesta terça-feira (4) os números de impacto econômico da edição 2017, disputada de Le Havre, na França, até Salvador, na Bahia.

A prova disputada em duplas contou com 37 barcos de quatro classes diferentes, incluindo uma tripulação brasileira no veleiro Mussulo 40 Team Angola Cables.

Segundo dados da MKTG, do grupo francês Keneo, a Transat Jacques Vabre gerou 7 milhões de euros (mais de 30 milhões de reais).

Nos 10 dias de Vila da Regata em Le Havre, na cidade-sede da prova, 480 mil visitantes passaram pelos estandes e atrações oficiais.

A pesquisa foi encomendada pela prefeitura de Le Havre, local da partida dos barcos na França, e pela marca de café Jacques Vabre.

A regata foi apontada também como um dos principais eventos esportivos de 2017!

Dados do Google indicam que a Transat Jacques Vabre foi a segunda prova de oceano mais procurada no site.

Ainda segundo o estudo, 93% das pessoas que se dizem entusiastas da vela conhecem a competição, também chamada de Regata do Café.

Em paralelo, o número de pessoas que não conhecem o evento diminuiu significativamente em um ano: de 21% em 2016, para 17% em 2017.

Já a taxa de interesse do público em geral é próxima ao do Tour de France, de 36%.

Números da Transat Jacques VabreImpacto midiático

Os números de mídia também são expressivos tanto na França, quanto no Brasil. Foram 38,5 milhões de euros de retorno midiático na França e 18 milhões de reais no Brasil.

Apesar da diferença entre os dois países, o retorno brasileiro é um forte atrativo para que o evento continue no Brasil em 2019.

Com transmissão ao vivo pelo canal France 3, o momento da largada da regata foi acompanhado por mais de 830 mil telespectadores, além da retransmissão feita em diversos suportes na Internet e nas redes sociais.

No Brasil, a transmissão ganhou envergadura nacional com matérias na TV Brasil, Band, além das afiliadas Rede Bahia (Globo) e TV Itapoan (Rede Record).

Jornais e mídias de esporte prestigiadas no Brasil como LANCE! e Torcedores.com também fizeram a cobertura da regata.

Sobre a regata

A Transat Jacques Vabre é a mais longa regata transatlântica da história e a única a cruzar os Hemisférios Norte e Sul.

Desde a sua criação em 1993, a largada é dada na cidade de Le Havre, na Normandia (França), com destino a um país produtor de café.

Na percepção do público, a regata é associada a um “feito esportivo” e à imagem de “superação humana” (para 95% das pessoas abordadas na sondagem), além de ser considerada uma aventura (para 92% delas).

Embora o Brasil tenha um currículo vitorioso em Olimpíadas, a Transat Jacques Vabre é uma das poucas competições em que o país fez história na vela de oceano.

Em 2005, Walter Antunes foi o primeiro brasileiro a fazer o mesmo trajeto entre Le Havre e Salvador.

Já em 2015, o campeão olímpico Edu Penido e Renato Araújo formaram a primeira equipe canarinho.

Foi no ano passado, no entanto, que o Brasil lacrou sua melhor participação em 25 anos de regato.

O baiano Leo Chicourel, ao lado do angolano José Guilherme Caldas, terminou a prova na 11ª posição entre os barcos Class40.

Se o número de participantes brasileiros continua modesto, Brasil é o país que mais vezes recebeu o evento.

Com uma edição a cada dois anos, Salvador foi a cidade de chegada de 2001 a 2007, retornando em 2017.

Já em 2013 e 2015, foi a cidade catarinense de Itajaí a segunda representante brasileira.