Home Tags Posts tagged with "Volvo Ocean Race"

Volvo Ocean Race

A Volvo Ocean Race anunciou, nesta quinta-feira (18), em Gotemburgo, na Suécia, uma série de iniciativas inovadoras para as próximas edições da regata, incluindo novos barcos para a competição de volta ao muno. Na próxima década, os veleiros usados nas travessias pelos mares do planeta serão de 60 pés (18,29 metros) com foils. Já nas regatas in-port, as equipes vão usar catamarãs voadores 32-50 pés (10-15 metros), que são leves e rápidos.

Os modelos para o desfio mais duro e difícil do esporte são desenvolvidos pelo projetista francês Guillaume Verdier. “Tivemos muitos debates sobre usar um multicasco ou monocasco e, de fato, a solução final para nós é fazer as duas coisas. Então haverá três cascos nas futuras edições!”, disse CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. “A Volvo Ocean Race sempre foi desafiadora ao extremo e com essas mudanças – talvez as mais radicais desde que a regata começou em 1973 – estamos levando a competição a outro patamar. A obsessão que levou a gerações de velejadores a buscar a vitória continua, mas para levantar o troféu, o candidato será mais exigido em dedicação, habilidade e sacrifício”.

Para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race, que começa em outubro deste ano, as equipes continuam a utilizar os barcos Volvo Ocean 65, tanto nas pernas mais longas quanto nas regatas in-port. O CEO da Volvo Ocean Race deu mais informações sobre as mudanças. ”Nós permanecemos fiéis ao nosso DNA de regata oceânica, mas agora vamos também testar o limite dos melhores velejadores do mundo nas regatas costeiras”

  • Maior desafio da vela: Após a edição de 2017-18, a Volvo Ocean Race será disputada por barcos diferentes: monocasco de 60 pés auxiliado por foils e um catamarã ‘voador’ para uso nas In-Port Races. Juntos, eles estabelecerão a Volvo Ocean Race como maior e mais desafiador evento de vela profissional.
  • Foils nos monocascos: O monocasco de design único será desenvolvido pelo arquiteto naval francês Guillaume Verdier, que usará a última geração de foils, o que fará com que o barco fique mais rápido, garantindo boas imagens. As tripulações serão de 5 a 7 atletas, com incentivo à vela feminina e velejadores mais jovens. A organização vai construir oito novos barcos e entregará os modelos em janeiro de 2019 aos donos. Eles estarão disponíveis para as equipes com formas de redução de custo, além de dar prioridade aos patrocinadores da atual edição a partir de outubro.
  • Compatibilidade com o IMOCA : O design permite que a plataforma do barco seja convertida, de forma barata e rápida, em um barco IMOCA compatível com regras. Os barcos da classe IMOCA de 60 pés são usados em regatas icônicas como a navegação ao redor do mundo em solitário Vendée Globe.
  • Catamarã voador: Além dos monocascos, a regata está lançando um novo catamarã (dois cascos) de design único de 32-50 pés. O modelo voador será usado nas regatas locais e terá tecnologia parecida com os da America’s Cup.

Mais informações na página da Volvo Ocean Race e o vídeo do anúncio em Gotemburgo aqui

O Team AkzoNobel anunciou, nesta segunda-feira (15), a contratação do brasileiro Joca Signorini para defender a equipe holandesa na regata Volvo Ocean Race 2017-18, que começa em outubro e terá um percurso de 45 mil milhas náuticas pelos mares do mundo. O carioca de 40 anos, que representou o País na Olimpíada de Atenas 2004 e já foi campeão do evento, disputará sua quarta Volta ao Mundo como atleta. O velejador será o brasileiro com maior número de participações na prova. 

”Minha primeira memória da regata é de ter assistido em VHS. As imagens que eu via dos barcos velejando nos mares do Sul me marcaram. Era impressionante a velocidade que os barcos atingiam e o tempo que eles passavam no mar. Eu me via um dia num desses veleiros”, disse Joca Signorini sobre a principal regata de volta ao mundo do planeta. 

Joca Signorini destacou os desafios da Volvo Ocean Race. ”A regata de volta ao mundo é muito longa. São nove meses de duração. Todas as equipes querem largar melhor preparadas possível. Porém, no decorrer das regatas todas têm altos e baixos. A diferença do time vencedor para os outros é ter consistência e manter a calma nos momentos ruins para reagir”, falou o atleta, que tem experiência em várias regatas internacionais.

O velejador brasileiro Joca Signorini terá a função de chefe de turno a bordo do barco holandês comandando pelo holandês Simeon Tienpont e se juntará a outros atletas experientes para compor o Team AkzoNobel, incluindo três outros vencedores de edições anteriores da Volvo Ocean Race: Brad Jackson (Nova Zelândia), Chuny Bermudez (Espanha) e Jules Salter (Grã-Bretanha). O grupo é formado também pela medalhista de prata olímpica Annemieke Bes (Holanda), Luke Molloy (Austrália), o capitão de match race Nicolai Sehested (Dinamarca) e a jovem revelação Brad Farrand (Nova Zelândia). 

”Por causa do conceito de design único da Volvo Ocean Race com todas as embarcações iguais, a responsabilidade de fazer o barco andar rápido agora é do velejador. E nossa equipe tem experiência pra isso e é bastante forte. Muitos de nós já competimos em diferentes tripulações, cada uma com abordagens distintas. Espero que possamos combinar o melhor de nossas experiências para apresentar uma estratégia vencedora ao Team AkzoNobel”.

Joca Signoroni fez sua estreia como velejador na regata Volvo Ocean Race em 2005-06 com o barco nacional Brasil 1, único veleiro do País na história de mais de 40 anos da Volta ao Mundo. Na temporada seguinte, a de 2008-09, o carioca entrou para a história ao se tornar campeão com a equipe do Ericsson 4, comandada pelo compatriota Torben Grael. Em 2011-12, o velejador fez parte do Telefónica (Espanha) e na edição de 2014-15 mudou de função, passando a ser técnico da tripulação feminina Team SCA. 

O Brasil teve ao todo oito atletas na Volvo Ocean Race. O primeiro velejador a correr a Volta ao Mundo foi Fernando Peres, integrante do barco La Barca Laboratorio em 1981-82. A regata terá novamente a cidade de Itajaí (SC) como parada.

Velejadores brasileiros na Volvo Ocean Race: 

André ‘Bochecha’ Fonseca 

2005-06 Brasil 1 | 2008-09 Delta Lloyd | 2014-15 MAPFRE

Fernando Peres 

1981-82 La Barca Laboratorio

Horácio Carabelli (nascido no Uruguai)

2005-06 Brasil 1 | 2008-09 Ericsson 4

Joca Signorini 

2005-06 Brasil 1 | 2008-09 Ericsson 4 | 2011-12 Telefónica | AkzoNobel

Kiko Pellicano 

2005-06 Brasil 1 

Lucas Brun 

2005-06 ABN AMRO TWO

Marcelo Ferreira 

2005-06 Brasil 1 

Torben Grael 

1997-98 Innovation Kvaerner | 2005-06 Brasil 1 | 2008-09 Ericsson 4 

Paradas brasileiras na Volvo Ocean Race: 

1973-74:  Rio de Janeiro (RJ)

1977-78: Rio de Janeiro (RJ)

1997-98: São Sebastião (SP)

2001-02: Rio de Janeiro (RJ)

2005-06: Rio de Janeiro (RJ)

2008-09: Rio de Janeiro (RJ)

2011-12: Itajaí (SC)

2014-15: Itajaí (SC)

2017-18: Itajaí (SC)

A edição 2008-09 da Volvo Ocean Race foi importante para a renovação da vela oceânica. A partir daquela temporada, as equipes foram obrigadas a colocar pelo menos dois tripulantes com menos de 30 anos nas travessias. A decisão foi comemorada pelos especialistas na modalidade. Nove anos depois, a regra segue vigente, abrindo caminhos para os atletas mais novos, como o espanhol Willy Altadill (24), que vai para sua segunda volta ao mundo, e os já veteranos Ñeti Cuervas-Mons e Pablo Arrarte, que estrearam na Volvo Ocean Race com 26 e 27 anos, respectivamente. Outro tripulante do MAPFRE para 2017 beneficiado pela regra do sub30 no passado foi Carlos Hernández.

“Navegar com velejadores experientes e aprender muito. Foi isso que fiz na edição passada”, disse Altadill. “Obviamente sigo aprendendo, mas a experiência anterior ajuda muito a chegar pronto no barco. Já sei exatamente como tudo funciona. Já tenho um passo dado”.

Filho do experiente Guillermo Altadill, Willy reforça que está mais maduro para 2017-18. “O fator decisivo para ser mais competitivo é treinar bem e se preparar, é o que estamos fazendo. O importante não é só ter uma boa tripulação ou barco preparado. É um conjunto de coisas”. Willy emendou: “A rota é mais complicada. Não será mais longa que a anterior. Porem mais dura e com mais passagens por zonas frias e molhadas. Vamos passar mais tempo pelos mares do Sul. Vamos subir até Hong Kong depois chegar na Austrália e logo rumar pra Auckland”.

O velejador espanhol tem o mesmo discurso de seus companheiros, que é ter melhor desempenho em números nesta edição. “Os objetivos para a edição são, em primeiro lugar, melhorar o resultado da temporada anterior. Em 2014 oscilamos muito e agora queremos começar bem. Temos uma equipe vencedora e queremos tirar o máximo disso”. Um detalhe interessante. Na edição 2020-21 da Volvo Ocean Race, Willy terá 28 anos, ou seja, pode se encaixar na regra do sub30.

 

Foto: Maria Muina

Duas semanas atrás, o MAPFRE  teve um problema durante treinamento na região espanhola da Galícia, que acabou danificando seu mastro, uma das peças principais de um barco. Neste sábado (15), 16 dias depois do ocorrido, o veleiro já está de volta à água. Os trabalhos de reparo foram realizados no estaleiro naval da Volvo Ocean Race, em Lisboa, Portugal. O VO65 MAPFRE já está pronto para todas as condições climáticas.
“O mastro é novo e, depois de sete dias de montagem, está pronto e aparentando estar bom” – afirmou Antonio “Talpi” Piris, chefe da equipe de terra do MAPFRE. A peça foi encomendada da Nova Zelândia. Em Lisboa, além da montagem do novo mastro, os trabalhos de reparo foram feitos no casco, quilha e lemes. Essas partes importantes de um veleiro foram prejudicas pela quebra do mastro. “O barco foi levado à Lisboa para reparar partes afetadas também, como bulbo e lemes. Revisamos o fundo do veleiro e até refizemos parte da pintura. A colaboração entre a nossa equipe de terra e do estaleiro da Volvo Ocean Race foi importante, deu bons frutos”.
Lembrando que o problema ocorreu na ilha de Ons (Pontevedra) com 25 nós (46,3 km/h) de vento e ondas de 4 metros de altura. O mastro foi o mesmo usado na edição 2014-15 da Volvo Ocean Race e o dano foi constatado na parte inferior da primeira cruzeta. Ninguém sofreu danos no incidente. A equipe agiu rápido e logo levou a embarcação para o estaleiro oficial da regata.
A tripulação fez oito horas de treino neste sábado para testar o barco e ver se tudo estava funcionando perfeitamente. “Hoje navegamos pela primeira vez e usamos as velas. O trabalho das equipes foi impecável, incrível e muito rápido”, disse o velejador Pablo Arrarte. “Tivemos sorte pelo ocorrido, pois foi agora e não atrapalhou muito o calendário, além de estar perto. Perdemos três dias de testes offshore. Isso se recupera na segunda fase de treinamento e tenho certeza de que estaremos 100% para a regata”.
Os próximos passos do MAPFRE incluem os treinos mais longos a partir do dia 18 com parte da tripulação e a seleção dos outros velejadores que farão parte do time.
Foto:  © María Muiña/MAPFRE

O CEO da campanha espanhola MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18 está animado com a equipe para a volta ao mundo e espera um bom resultado. Na entrevista abaixo, o executivo elogiou o comandante Xabi Fernández, analisou o novo percurso da prova e falou sobre os outros projetos que liderou na vela oceânica. Pedro Campos esteve no comando das últimas quatro campanhas da Espanha na Volvo Ocean Race e sonha em levar o país ao topo do evento.

Como está a Volvo Ocean Race hoje em comparação com sua entrada em 2005?

A grande mudança foi a alteração para os monotipos. É um conceito totalmente diferente. Por um lado poupa claramente os custos e o outro não permite que uma equipe tenha um alto desenvolvimento na área tecnológica, o que era um atrativo. Mas acima de tudo, o fato de os barcos serem iguais faz com que a regata seja apertada e muito disputada, onde todos têm escolhas. Na última edição, se não estou enganado, todos os barcos ganharam alguma etapa.

Como um gestor de equipes, você hoje é um dos mais experientes não apenas da Volvo Ocean Race atual, mas ao longo da história. Não sabemos se há outro com cinco campanhas consecutivas. É isso mesmo?

Eu não sei se isso é bom ou ruim (risos). Eu acho que a cada volta ao mundo você aprende. Houve uma edição, a de 2008-09, que fomos o país com mais tripulantes da flotilha, algo inédito porque cinco ou seis anos atrás praticamente não existíamos. Vamos ver se a experiência se traduz em resultados. A última edição foi muito complicada, porque começamos com um tempo muito apertado e foi uma grande mudança na fórmula com monotipos. Mas aqui estamos novamente graças aos patrocinadores, neste caso a MAPFRE, e anteriormente a Telefónica

O que você pode nos dizer sobre o MAPFRE?

Desta vez, nós poderemos começar com mais tempo graças à decisão do patrocinador. Em geral, as autoridades têm ajudado a tornar tudo mais ágil. Temos pessoas muito experientes no time. Praticamente todos, embora um ainda não está decidido cem por cento, têm feito a volta ao mundo, a maioria neste barco ou neste tipo de barco. Isso é um luxo Estamos animados para ver se teremos um grande resultado.

Como você descreveria o comandante Xabi Fernández?

É um motor diesel! Nem acelera, nem para. Xabi tem um enorme valor, é um atleta que está em um alto-nível. Ele tem essa capacidade de ganhar a volta ao mundo, que é uma maratona.

Em relação a edição anterior, a atual competição tem várias novidades. Uma delas é o incentivo à presença feminina. O que acha disso?

É um mistério para todos. A convivência na ‘Volvo’ é dura, as condições são o que são, há muito pouco espaço e muito cansaço… É um desafio para todos. O que temos são boas candidatas e, quando elas fizerem as provas, poderemos finalmente anunciar as que se juntarão à equipe. Outra alteração importante afeta a rota. Na edição anterior, o percurso subiu para Abu Dhabi e este ano já não, pois teremos muitas milhas no Oceano Antártico.

O que significa essa mudança?

Eu sempre digo que quando você vai bem preparado para um campeonato o que você quer é pouca loteria. Se você sabe que se o vento é mais ou menos estável, no longo prazo, vai acabar se impondo. Em vez disso, quando você vai despreparado você prefere condições muito raras, pois sempre pode ter um golpe de sorte. Nesse sentido, com a equipe atual e nossa experiência, eu prefiro o percurso de agora.

O que você acha que o MAPFRE vai ter nessa edição que faltou na anterior?

Fundamentalmente mais tempo de preparação, que também carrega um aumento do orçamento, porque mais tempo de preparação requer um maior investimento na tripulação e em tudo. Eu acho que essa é a grande diferença. Além disso, no nosso caso, pela primeira vez, vamos competir com o mesmo barco da edição anterior. Temos um conhecimento profundo do barco depois de tantas milhas navegadas e regatas disputadas. Mas, o Dongfeng também tem isso e não sabemos as equipes que faltam para anunciar, se vão trazer tripulações com essa experiência ou não.

 

Foto: © María Muiña/MAPFRE

A quarta equipe da Volvo Ocean Race 2017-18 foi revelada nesta terça-feira (21) em eventos simultâneos em Aarhus (Dinamarca) e Newport, Rhode Island (Estados Unidos). Trata-se da Vestas 11th Hour Racing, barco que será liderado pela dupla norte-americana de Charlie Enright e Mark Towill. A equipe com bandeira da Dinamarca e dos Estados Unidos volta para o evento após a campanha na edição anterior.

O objetivo do time será promover a mensagem de sustentabilidade em todo o mundo. A ideia é ampliar a visão global da empresa, que é líder em soluções de energia sustentável. “Estamos trabalhando duro na construção de uma equipe competitiva. Vamos navegar bastante em abril e maio após pegar o barco remodelado em Lisboa”, disse Charles Enright, que em 2014-15 liderou o Team Alvimedica, equipe que correu com as bandeiras turca e norte-americana.

Já a Vestas competiu em 2014-15 com o nome de Team Vestas Wind, mas um acidente na segunda etapa atrapalhou o time. O veleiro encalhou nas Ilhas Maurício e, depois um longo processo de retirada, o barco foi quase todo reconstruído, voltando na penúltima etapa apenas.

Esta é a segunda vez na história da Volvo Ocean Race é a primeira desde 1993-94 que três grandes patrocinadores voltam para a edição seguinte. Vestas, Dongfeng e MAPFRE estarão na linha de partida em outubro deste ano. A equipe holandesa Team AkzoNobel foi a primeira a anunciar a campanha. O conceito de barco one-design reduziu a necessidade das equipes se prepararem muto tempo antes. Todos os veleiros são idênticos, prestigiando assim o talento das tripulações.

A Volvo Ocean Race também revelou uma mudança no percurso. Uma boia especial na costa de Aarhus, na Dinamarca, será passagem obrigatória dos barcos na etapa derradeira entre Gotemburgo e Haia.

“As equipes estarão na sua última etapa depois de correr 45.000 milhas e passar pela marca de Aarhus será um grande desafio para a flotilha”, disse Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “A Dinamarca tem uma grande história na regata”.

Vinte e cinco velejadores dinamarqueses competiram na Volvo Ocean Race até hoje e duas equipes correram sob a bandeira do país escandinavo: SAS Baia Viking em 1985-86 e Team Vestas Wind em 2014-15.

“Esta será uma grande experiência para todos! Trará uma grande atenção internacional para Aarhus, beneficiando o crescimento e desenvolvimento da cidade”, disse o prefeito de Aarhus, Jacob Bundsgaard.

As equipes partirão de Alicante em 22 de outubro e percorrem 45 mil milhas náuticas passando por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Ghangzhou, Auckland, Itajaí, Newport, Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Sobre a Vestas 11th Racing

“A Volvo Ocean Race é uma plataforma eficiente para a Vestas. Vamos promover a nossa nova visão e as nossas soluções de energia nos principais mercados, além do relacionamento com os clientes”, disse Anders Runevad, presidente e CEO da Vestas.

É também uma plataforma ideal para a 11th Hour Racing, um programa da Fundação Família Schmidt que estabelece parcerias estratégicas dentro da modalidade promovendo a mudança sistêmica para a saúde do nosso ambiente marinho.

Wendy Schmidt, co-fundadora da 11th Hour Racing e presidente da The Schmidt Family Foundation, acrescentou: “Mark e Charlie têm sido embaixadores da 11th Hour Racing nos últimos dois anos, tendo testemunhado em primeira mão durante a última Volvo Ocean Race as muitas formas de poluição e detritos de plástico que estão destruindo a vida do oceano e ameaçando todos nós. Nossa parceria com a Vestas é inspirar mudanças na forma como pensamos sobre a energia e os recursos naturais do planeta”.

Neal McDonlad chega com status de campeão para a equipe do MAPFRE na Volvo Ocean Race 2017-18. Na edição passada, o britânico integrou o Abu Dhabi Ocean Racing já na função de diretor de performance e esportivo, porém deve também correr algumas etapas com os espanhóis. Ao todo, o velejador de 53 anos tem sete regatas de volta ao mundo no currículo. Sua estreia foi em 1992-93, quando a regata se chamava Whitbread Round the World, no barco espanhol Fortuna (abandou a regata por quebra do mastro). Depois, ele foi o comandante do Assa Abloy (2001-02), e correu no Ericsson (2005-06), Green Dragon (2008-09), Telefónica (2011-12) e Abu Dhabi (2014-15).

“Por agora, o nosso comandante Xabi está muito ocupado, não podendo se dedicar muito ao projeto. Por isso sou seus olhos e ouvidos por aqui”, disse McDonald. “Converso com ele quase todos os dias. Aqui com os outros integrantes do barco trabalhamos para o Xabi”. Ambos navegaram na Volvo Ocean Race 2011-12 no Telefónica. O velejador destacou a importância de escolher a melhor tripulação para cada etapa. O regulamento da Volvo Ocean Race permite isso. ”Vamos tentar escolher os melhores atletas para isso. Nossa experiência nos diz que os velejadores acabam se cansando e não mantendo a concentração necessária. As etapas são longas e difíceis, por isso a rotação é fundamental”, completou.

A equipe do Dongfeng Race Team anunciou a contratação de duas velejadoras para a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. A holandesa criada no Brasil Carolijn Brouwer e a francesa Marie Riou integram o barco chinês na regata. A chegada das atletas marca um novo momento da Volta ao Mundo com as regras para impulsionar tripulações com homens e mulheres juntos. As velejadoras, que somam ao todo cinco participações em olimpíadas, foram chamadas pelo comandante francês Charles Caudrelier para se juntar a Jerémie Beyou (França), Stu Bannatyne (Nova Zelândia) e Daryl Wislang (Nova Zelândia).

A holandesa Carolijn Brouwer fala perfeitamente o português! A atleta foi criada no Brasil, mais precisamente em Niterói (RJ) e Belo Horizonte (MG). Foi com a família Grael que a holandesa de 43 anos aprendeu as manhas da modalidade. Em seu país, Carolijn Brouwer é apontada como uma das melhores da modalidade com três participações olímpicas. São duas aparições na Volvo Ocean Race ( Amer Sports Too em 2001-012 e Team SCA em 2014-15), que foram de destaque. Na parada de Itajaí, em 2015, ela foi a mais festejada quando o Team SCA aportou na Vila da Regata.

“Estou muito orgulhosa de fazer parte da equipe. Uma das razões pelas quais eu queria me juntar ao Dongfeng Race Team é por causa de seu forte espírito de equipe. A Volvo Ocean Race é única. É um desafio físico e mental. Minha meta será vencer a regata”, disse Carolijn Brouwer.

A outra atleta contratada pelo Dongfeng Race Team é a francesa Marie Riou, de 35 anos. Com duas olimpíadas no currículo – uma delas a Rio 2016 na classe NACRA 17 – a velejadora conta com quatro títulos mundiais na categoria. Riou fará sua estreia na Volta ao Mundo. “Eu queria participar da Volvo Ocean Race desde os meus 10 anos de idade. Embora a minha principal experiência seja nas regatas costeiras, sempre sonhei em navegar pelo mar adentro”.

A dupla foi escolhida depois de uma série de testes e análises dentro e fora d’água na Austrália e Portugal. Charles Caudrelier, que será skipper do Dongfeng pela segunda vez consecutiva, aprovou as duas velejadoras escolhidas. “Eu chamei a Carolijn, pois ela nos venceu várias vezes quando integrava o Team SCA nas In-Port Races. Ela trabalha muito bem no leme e tem um passado olímpico de sucesso. Isso lhe deu velocidade e conhecimento do momento certo de imprimir essa rapidez”.

Sobre Marie Riou, o comandante elogiou sua experiência olímpica e seus conhecimentos de vela. “Ela é da Bretanha (região da França com tradição em vela oceânica), tem força e está acostumada a velejar com os caras”. A classe NACRA é a única do calendário olímpico que exige um velejador e uma velejadora

A seleção de Brouwer e Riou é o primeiro sinal de que a mudança de regra, trazida pela Volvo Ocean Race nesta edição, a fim de incentivar as mulheres, terá um impacto significativo na modalidade. As equipes masculinas serão limitadas a apenas sete atletas, mas os times que incluírem mulheres poderão escolher algumas combinações, incluindo sete homens e mais uma ou duas mulheres e cinco homens e cinco mulheres. O restante da equipe do Dongfeng será anunciado nos próximos dias.

O Dongfeng é um dos três times confirmados até o momento ao lado de Team AkzoNobel (Holanda) e MAPFRE (Espanha). A quarta equipe será anunciada até o fim de março.

A regata começa em 22 de outubro em Alicante e passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport Rhode Island, Cardiff e Gotemburgo, antes do grande final em Haia, no fim de junho.

 

Velejadora: Carolijn Brouwer

 

Nascimento: 25 de julho de 1973

 

Local de nascimento: Leiden, Holanda

 

Número de Volvo Ocean Races: 2

 

Currículo: três participações olímpicas e vários títulos mundiais

 

 

Velejadora: Marie Riou

 

Nascimento: 21 de agosto de 1981

 

Local de nascimento: Plougastel-Daoulas, França

 

Currículo: duas participações em olimpíadas e quatro títulos mundiais

A equipe espanhola do MAPFRE anunciou, nesta terça-feira (14), a chegada do britânico Rob Greenhalgh para a função de chefe de turno do barco na próxima Volvo Ocean Race 2017-18. O velejador é o quarto atleta confirmado para a tripulação, que já tem Xabi Fernández (comandante), Pablo Arrarte (chefe de turno) e Ñeti Cuervas-Mons (proa). Todos juntos somam 14 participações na regata.

O britânico de 39 anos estreou em 2005-06 a bordo do ABN AMRO ONE. Na última edição fez a mesma função no MAPFRE. “Rob tem muita experiência. Já foi campeão da Volvo Ocean Race. Ele navegou com muita gente diferente e com vários tipos de barcos. É forte e determinado”, disse o comandante Xabi Fernández.

Sua quinta Volvo Ocean Race

Rob debutou com o ABN Amro One e a partir desse ponto ganhou muita rodagem e experiência. Correu outras três Volvos e uma America’s Cup. Amante da pesca, Greenhalgh se adaptou rapidamente ao ambiente latino na edição passada. Um de seus pontos fortes é a vontade de ganhar e a capacidade de organização.“Creio que vamos ter um bom barco e uma equipe muito forte”, disse o britânico.

 

SOBRE ROB GREENHALGH

Função a bordo: Chefe de turno

Idade: 39

Fecha de nacimiento: 17/08/1977

Local de nascimento: Brighton, Sussex, Reino Unido

Residência atual: Hamble, Hampshire, Reino Unido
Currículo

Volvo Ocean Race 2014-15. MAPFRE (4º)

Volvo Ocean Race 2011-12. Abu Dhabi Ocean Racing (5º)

Volvo Ocean Race 2008-09. Puma (2º)

Volvo Ocean Race 2005-06. ABN AMRO ONE (1º)

America’s Cup 2007. TEAMORIGIN

Extreme Sailing Series 2007. Basilica (1º)

 

TRIPULAÇÃO DO MAPFRE CONFIRMADA ATÉ AGORA

1. Xabi Fernández (ESP), comandante

2. Pablo Arrarte (ESP), chefe de turno

3. Rob Greenhalgh (GBR), chefe de turno

4. Antonio Ñeti Cuervas-Mons (ESP), proeiro