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Vela

Semana de Vela de Ilhabela é um dos maiores eventos náuticos da América e reúne anualmente mais de 130 barcos de diferentes classes. O principal encontro da vela nacional será disputado de 7 a 15 de julho e mais uma vez o Yacht Club de Ilhabela (YCI) será o organizador das regatas, oferecendo know how de quatro décadas em competições de alto nível. O clube faz parte direta desses 44 anos de história. Para 2017, o comitê organizador da Semana de Vela de Ilhabela conta com a parceria da prefeitura local para ampliar ainda mais a força da regata.

”Depois de oito anos no prestigioso Circuito Internacional Rolex de Vela Oceânica, onde nossas qualificações técnicas e organizacionais foram afinadas e postas a prova, decidimos que era importantíssimo para o desenvolvimento do nosso esporte voltar a envolver a cidade no evento nesse novo patamar. Nos últimos quatro anos temos buscado a parceria com a prefeitura e apoiado ações conjuntas para o envolvimento do público. Este ano esta parceria foi coroada por um trabalho mais próximo entre as equipes do YCI, secretaria de esporte e de turismo e pelo empenho dessa última na organização da race village que permitirá a tão buscada participação do público”, disse Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do YCI.

Mais de mil atletas circularam pelas dependências do clube nos sete dias de competição, tendo acesso a uma infraestrutura de qualidade, com uma marina moderna e totalmente segura. Todos os procedimentos, desde atracação dos barcos, montagem das raias até os acessos de atletas, staff e profissionais náuticos são feitos rigorosamente, visando proporcionar uma competição de excelência, além de bons momentos de lazer após as regatas.

A organização da regata ainda conta com profissionais especializados em vela oceânica com passagens pelos maiores eventos da modalidade, como Jogos Olímpicos, Volta ao Mundo e semanas de vela internacionais.

“A qualidade técnica e grande experiência da equipe de arbitragem e também do staff são vitais para manutenção da competitividade e dinamismo do evento. Isso é um dos principais fatores que fazem da Semana de Vela de Ilhabela um evento altamente atrativa e de referência internacional”, ressalta Cuca Sodré, diretor técnico da regata.

As inscrições para a 44ª edição da Semana de Vela de Ilhabela estão abertas no site oficial da regata – www.svilhabela.com.br.

Mais informações:

Site oficial – svilhabela.com.br
Facebook – svilhabela
Twitter – svilhabela
Instagram – svilhabela
Youtube – Semana de Vela de Ilhabela

Contatos:
Flávio Perez

A Semana de Vela de Ilhabela 2017 será mais do que especial para a velejadora Tatiana Almeida, integrante do Kaikias, barco escolhido pela Marinha do Brasil para competir na classe C30. A carioca venceu a batalha mais difícil de sua vida superando um câncer de pâncreas com metástase no fígado, descoberto em 2015, e se inscreveu para as regatas entre os dias 7 a 15 de julho. ”Estou muito ansiosa pela volta. Adoro este campeonato, o lugar, o clima de festa, as pessoas, os amigos que as vezes só encontro neste campeonato. Sempre fui muito feliz na Ilhabela. Então tem uma grande expectativa nesta volta”, disse Tatiana Almeida.

A atleta foi obrigada a dar uma pausa na sua carreira, já que o tratamento agressivo de quimioterapia impedia as ações fundamentais na modalidade, como tomar sol e fazer esforço. O diagnóstico não era nada favorável para a atleta, que ficou dois anos sem participar da semana de vela, mas uma nova avaliação médica, seguida por uma operação de sucesso a colocaram de volta a bordo. Dois anos depois, Tati Almeida retorna ao evento, considerado o maior encontro da vela oceânica nacional.

”Foi muito difícil esse tempo de tratamento, sai de uma vida e entra numa oposta. Sem exercícios, sem poder pegar sol, sem poder entrar no mar. Pra quem estava no mar 6 de 7 dias da semana foi bem radical. Tudo isso me fez muita falta. Agora recuperando da operação estou voltando aos poucos. Estou aguentando o tranco. Ainda com algumas limitações físicas, mas melhorando exponencialmente. Já voltei pra academia para recuperar o físico”, falou a atleta, que estreou na Semana de Vela de Ilhabela em 2009 com o barco Cintia e Lula.

Tatiana Almeida terá como parceiras no Kaikias as irmãs Renata e Fernanda Decnop, companheiras na campanha olímpica de Londres 2012 na classe Match Race, além de Rafael Pariz. A tripulação, liderada pelo comandante Montes, será mista e terá os patrocínios de C-tank e a Rio Summer. O C30 foi emprestado à equipe da Marinha do Brasil por Mauro Dottori.

”Aproveitando a generosidade do dono, Mauro Dottori, empresário bem sucedido e antigo aluno do Colégio Naval e Escola Naval, nosso objetivo principal é representar bem a Marinha do Brasil nessa grande festa que é a Semana de Vela da Ilhabela. A gente respeita e reconhece a competência das outras tripulações, mas vamos treinar duro para tentar surpreender na competição”, contou o comandante Montes.

Em 2016, o vencedor da classe C30 foi o Katana (Cesar Gomes Neto) e contou com oito barcos na raia. O barco é de design único, ou seja, entram na disputa com igualdade de condições.

O principal encontro da vela nacional terá início com a Regata Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil. A organização espera mais de 130 barcos para o evento, que é dividido em nove classes de barcos. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente no site oficial. O acesso ao sistema estará disponível até o dia 2 de julho.

 

Mais informações:
Site oficial – svilhabela.com.br
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Twitter – svilhabela
Instagram – svilhabela
Youtube – Semana de Vela de Ilhabela

Amigos leitores do LANCE! Tudo bem? Meu nome é Cuca Sodré, árbitro internacional de regata e um dos organizadores da 44ª edição da Semana de Vela de Ilhabela. Como disse no título desta coluna, temos anualmente um dos maiores eventos esportivos do mundo. A competição em Ilhabela, que será em 2017 disputada de 7 a 15 de julho, é o grande encontro da modalidade há quatro décadas, reunindo centenas de velejadores, entre eles medalhistas olímpicos e pan-americanos; e barcos de vários tamanhos e classes.

A cada ano buscamos o melhor para os atletas e nessa temporada entramos mais animados com o legado – pelo menos técnico – da Rio 2016 e das novas políticas da Confederação Brasileira de Vela, que deu poderes aos atletas (inclusive de voto), aqueles que realmente vivenciam o dia-a-dia da modalidade. Os resultados esportivos da semana de vela são muito significativos, pois conseguimos colocar num mesmo período os melhores, como Torben Grael, Robert Scheidt e outros ícones do nosso esporte. E vem gente até de outros países da América Latina e algumas vezes da Europa.

Organizar tudo isso dá trabalho, mas a excelência da equipe multidisciplinar que temos, além do apoio total do Yacht Club de Ilhabela (YCI) e da prefeitura de Ilhabela fazem desse evento um dos maiores do planeta. Temos exemplos de outros megaeventos de vela como a Copa do Rey, na Espanha, que é apontada como a principal do planeta. Mas não ficamos muito atrás em números de barcos, por exemplo. Esse ano vamos inovar ainda mais com muita interação entre público e atletas! As grandes regatas internacionais e semanas de vela como Volta ao Mundo, America’s Cup e Copa del Rey colocam o público dentro do evento, dando chance para os fãs se aproximarem dos seus ídolos, dos barcos e de tudo que ocorre. Em julho, quem estiver em Ilhabela vai vivenciar a Semana de Vela na Vila da Regata ou Race Village (termo em inglês). Serão várias atrações, como palestras, atividades relacionadas à vela e shows.

A Semana de Vela de Ilhabela é única por proporcionar uma infinidade de situações com diversos tipos de percurso, condições de vento, corrente e dar chance para os amadores medirem esforços com profissionais e olímpicos. Na edição passada, 136 barcos de 13 classes diferentes estiveram presentes, entre eles equipes do Uruguai, Argentina e Chile. Quer saber mais sobre a regata? Venha conhecer a Semana de Vela de Ilhabela em julho! #vempravela. Obrigado pelo espaço e bons ventos.

A edição 2008-09 da Volvo Ocean Race foi importante para a renovação da vela oceânica. A partir daquela temporada, as equipes foram obrigadas a colocar pelo menos dois tripulantes com menos de 30 anos nas travessias. A decisão foi comemorada pelos especialistas na modalidade. Nove anos depois, a regra segue vigente, abrindo caminhos para os atletas mais novos, como o espanhol Willy Altadill (24), que vai para sua segunda volta ao mundo, e os já veteranos Ñeti Cuervas-Mons e Pablo Arrarte, que estrearam na Volvo Ocean Race com 26 e 27 anos, respectivamente. Outro tripulante do MAPFRE para 2017 beneficiado pela regra do sub30 no passado foi Carlos Hernández.

“Navegar com velejadores experientes e aprender muito. Foi isso que fiz na edição passada”, disse Altadill. “Obviamente sigo aprendendo, mas a experiência anterior ajuda muito a chegar pronto no barco. Já sei exatamente como tudo funciona. Já tenho um passo dado”.

Filho do experiente Guillermo Altadill, Willy reforça que está mais maduro para 2017-18. “O fator decisivo para ser mais competitivo é treinar bem e se preparar, é o que estamos fazendo. O importante não é só ter uma boa tripulação ou barco preparado. É um conjunto de coisas”. Willy emendou: “A rota é mais complicada. Não será mais longa que a anterior. Porem mais dura e com mais passagens por zonas frias e molhadas. Vamos passar mais tempo pelos mares do Sul. Vamos subir até Hong Kong depois chegar na Austrália e logo rumar pra Auckland”.

O velejador espanhol tem o mesmo discurso de seus companheiros, que é ter melhor desempenho em números nesta edição. “Os objetivos para a edição são, em primeiro lugar, melhorar o resultado da temporada anterior. Em 2014 oscilamos muito e agora queremos começar bem. Temos uma equipe vencedora e queremos tirar o máximo disso”. Um detalhe interessante. Na edição 2020-21 da Volvo Ocean Race, Willy terá 28 anos, ou seja, pode se encaixar na regra do sub30.

 

Foto: Maria Muina

Nesta terça-feira (18), a equipe do MAPFRE volta a navegar marcando o início da segunda sessão de treinos visando a Volvo Ocean Race 2017-18, que começa em outubro. Depois da quebra do mastro e da reposição da peça no estaleiro naval da regata, localizado na capital portuguesa, os tripulantes partem para a base de Sanxenxo. A previsão é que o MAPFRE chegue a Pontevedra até o fim da tarde do dia 20 de abril depois de ter navegado cerca de 1.000 milhas náuticas nas próximas 60/72 horas. Não haverá pausas. Já na base, a equipe espanhola retomará o calendário de treinos visando o início da Volta ao Mundo.

“A ideia é fazer três dias de travessia (com duas noites) e testar todo o material, além de ver o desempenho de novos velejadores”, comentou Pablo Arrarte, chefe de turno do MAPFRE. “Tivemos a sorte do problema do mastro ter ocorrido na costa, perto da nossa base de Sanxenxo e apenas um dia de viagem do estaleiro da Volvo Ocean Race em Lisboa. Assim a gente vai recuperando os dias de treino perdidos”.

Foto: © María Muiña/MAPFRE

A dupla formada por Marcelo Fuchs e Ronald Seifert conquistou, neste domingo (16), o Campeonato Paulista da classe Star, disputado na Represa do Guarapiranga, em São Paulo (SP). Os velejadores somaram seis pontos perdidos em cinco regatas, a metade a menos do que os vice-campeões Jorge Zarif/Arthur Lopes, com 12. A medalha de bronze ficou para Maurício Bueno e Marcelo Bellotti. Ao todo, cinco regatas foram disputadas neste feriado de Páscoa com vento predominantemente fraco (três na sexta, uma no sábado e uma no domingo). A competição contou com 18 barcos inscritos.

Os campeões Marcelo Fuchs e Ronald Seifert tiveram a melhor média, vencendo duas provas. O pior resultado deles foi um terceiro lugar, descartado como manda a regra. O campeonato foi organizado pelo YCSA – Yacht Club de Santo Amaro. ”A classe Star está cada vez mais forte e crescendo, curiosamente depois da saída do calendário olímpico. É uma categoria formada por amigos e muito bem organizada. Juntamos quase 20 duplas num fim de semana para competir em alto nível e a disputa foi bem acirrada até o fim do campeonato”, falou Marcelo Bellotti, medalha de bronze no evento. Maurício Bueno também avaliou o Paulista de Star. ”Organização impecável e excelente nível técnico”.

A Star coroou ídolos da vela nacional, como os irmãos Grael e Robert Scheidt com medalhas olímpicas e em mundiais. A classe é disputada sempre em duplas e os velejadores a classificam como a mais técnica das categorias da modalidade.

Foto: Aline Bassi/Balaio

Após dois dias da quebra do mastro do barco MAPFRE durante treinamento em Sanxenxo, a equipe de terra local já trabalha com um prazo para que a embarcação esteja pronta novamente para as atividades. Segundo os integrantes da equipe de terra da campanha espanhola, os velejadores devem assumir novamente do barco em 15 de abril. Eles estão a caminho de Lisboa, local do The Boatyard da Volvo Ocean Race, para os reparos no mastro. O chefe de turno do MAPFRE Pablo Arrarte explicou o processo. “Necessitamos da ajuda da Volvo e de seus três técnicos para revisar todo o material e tentar buscar uma resposta a todo que passou”.

“Todas as reparações do casco, mastro, quilhas, timão, etc.. serão feita em Portugal. Vamos trabalhar pra dia 15 ter o primeiro treino”, explicou Arrarte.

Nick Bice, diretor técnico e desenvolvedor da classe Volvo Open 65, Neil Cox, responsável pelos trabalhos no boatyard Fernando Sales, responsável pelos mastros, estiveram no local para analisar. ”É uma situação ruim, de desgosto, pois não era isso que esperávamos. Não tivemos um problema tão importante na edição passada”, escreveu Fernando Sales.

Sales explicou que a equipe adiantou o calendário de operações para atender o time espanhol.  “Vamos trabalhar para voltar antes do possível. Vamos dar prioridade absoluta”.

O velejador Willy Altadill foi escolhido pelo time da MAPFRE para correr a Volvo Ocean Race. O catalão entra na regra dos tripulantes sub30 estabelecida pelo evento para promover a renovação na modalidade. Apesar de jovem, com apenas 26 anos, o velejador da Espanha disputará sua segunda Volvo Ocean Race pelo barco espanhol. “A Volvo Ocean Race tem uma regra que obriga os barcos a colocar tripulantes menores do que 30 anos. Na edição passada, eu me beneficiei dessa medida também. Possivelmente tenha outra oportunidade no futuro. Essa regra me ajudou muito, naveguei com gente experiente e aprendi com eles. Chego agora sabendo exatamente como funciona tudo”.

Willy nasceu Barcelona e é filho de um dos mais reconhecidos velejadores espanhóis, o Guillermo Altadill. Na edição passada, o jovem atleta entrou no grupo na quarta etapa entre Sanya (China) e Auckland (Nova Zelândia). E logo de cara foi vencedor da perna que passou pelo mar chinês e o oceano Pacífico.

“O objetivo desses meses de preparação é tirar o melhor do barco. Experimentar, quebrar, trocar…Tudo para a hora da regata. Começamos cedo desta vez e teremos mais tempo para treinar e testar o barco, as velas e os sistemas”, contou Willy Altadill.

Xabi Fernández, comandante do MAPFRE, destacou as qualidades do novo contratado. “Willy é jovem, forte, faz tudo, navega bem e é muito bom regulador de velas. Estou certo de que ele vai dar seu máximo como fez na temporada anterior com o barco da MAPFRE. Desde pequeno, ele vivencia a vela oceânica e a Volvo Ocean Race por meio de seu pai Guillermo Altadill. Isso é perceptível. Desde a Volvo Ocean Race anterior ele não parou de correr em barcos grandes e sem dúvida seguirá crescendo”.

A equipe espanhola do MAPFRE anunciou, nesta terça-feira (14), a chegada do britânico Rob Greenhalgh para a função de chefe de turno do barco na próxima Volvo Ocean Race 2017-18. O velejador é o quarto atleta confirmado para a tripulação, que já tem Xabi Fernández (comandante), Pablo Arrarte (chefe de turno) e Ñeti Cuervas-Mons (proa). Todos juntos somam 14 participações na regata.

O britânico de 39 anos estreou em 2005-06 a bordo do ABN AMRO ONE. Na última edição fez a mesma função no MAPFRE. “Rob tem muita experiência. Já foi campeão da Volvo Ocean Race. Ele navegou com muita gente diferente e com vários tipos de barcos. É forte e determinado”, disse o comandante Xabi Fernández.

Sua quinta Volvo Ocean Race

Rob debutou com o ABN Amro One e a partir desse ponto ganhou muita rodagem e experiência. Correu outras três Volvos e uma America’s Cup. Amante da pesca, Greenhalgh se adaptou rapidamente ao ambiente latino na edição passada. Um de seus pontos fortes é a vontade de ganhar e a capacidade de organização.“Creio que vamos ter um bom barco e uma equipe muito forte”, disse o britânico.

 

SOBRE ROB GREENHALGH

Função a bordo: Chefe de turno

Idade: 39

Fecha de nacimiento: 17/08/1977

Local de nascimento: Brighton, Sussex, Reino Unido

Residência atual: Hamble, Hampshire, Reino Unido
Currículo

Volvo Ocean Race 2014-15. MAPFRE (4º)

Volvo Ocean Race 2011-12. Abu Dhabi Ocean Racing (5º)

Volvo Ocean Race 2008-09. Puma (2º)

Volvo Ocean Race 2005-06. ABN AMRO ONE (1º)

America’s Cup 2007. TEAMORIGIN

Extreme Sailing Series 2007. Basilica (1º)

 

TRIPULAÇÃO DO MAPFRE CONFIRMADA ATÉ AGORA

1. Xabi Fernández (ESP), comandante

2. Pablo Arrarte (ESP), chefe de turno

3. Rob Greenhalgh (GBR), chefe de turno

4. Antonio Ñeti Cuervas-Mons (ESP), proeiro

Depois de campanha histórica na Volvo Ocean Race, Sam Davies, integrante do barco Initiatives Coeur, disputará a regata entre a França e o Brasil

A britânica Sam Davies foi indicada ao prêmio de velejadora do ano da ISAF – Federação Internacional de Vela, considerada a principal honraria da modalidade. A atleta se prepara na França para a Transat Jacques Vabre 2015, regata entre a França e o Brasil disputada por duplas em barcos de alta perfomance. A prova começa no próximo dia 25 e terá mais de 10 mil quilômetros entre a cidade de Le Havre e Itajaí (SC). Sam Davies será parceira de Tanguy de Lamotte a bordo do Initiatives Coeur da classe IMOCA.

Para ser indicada ao prêmio de melhor velejadora do ano, Sam Davies mostrou seu espírito de liderança na campanha do Team SCA da Volvo Ocean Race. Na regata de Volta ao Mundo, a britânica comandou uma equipe 100% feminina. “A indicação do prêmio é para todas as meninas do Team SCA. Nós conseguimos juntas! Depois de ter passado vários meses no mar com uma equipe exclusivamente feminina, eu estou contente de ter a oportunidade de participar de mais um projeto, agora ao lado de Tanguy de Lamotte. Sinto falta da classe IMOCA e estou feliz de voltar e, ainda mais, de estar nessa regata com esse belo barco”.

No ano passado, as vencedoras no feminino foram as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze. A entrega do prêmio será em novembro.

Transat Jacques Vabre: a maior travessia do Atlântico

Em outubro, na França, largarão quatro classes divididas entre monocascos e multicascos. Por ordem de tamanho, a Class40 (veleiros de 40 pés) contará com 14 duplas, a Multi50 (50 pés) terá 4, a IMOCA (60 pés) terá 20 e a Ultime (barcos de até 102 pés) outras quatro duplas. Ao todo, serão 84 velejadores ao longo da mais extensa travessia transatlântica.

A Transat Jacques Vabre, regata que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).