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Transat Jacques Vabre

A edição 2017 da Transat Jacques Vabre terá, pela segunda vez consecutiva, um barco brasileiro na linha de largada. A dupla formada pelo médico angolano radicado em São Paulo (SP) José Guilherme Caldas e pelo baiano Leonardo Chicourel competirá a bordo do Mussulo 40 Team Angola Cables na maior regata transatlântica da mundo. Em 2015, o campeão olímpico Eduardo Penido participou do evento ao lado de Renato Araújo também em veleiro da Classe 40.

O destino da prova de 4.350 milhas náuticas – 8.056 quilômetros será Salvador (BA), depois de parar por duas vezes consecutivas em Itajaí (SC). A Transat Jacques Vabre larga de Le Havre, na Normandia, no dia 5 de novembro, com a participação de 42 duplas de quatro classes diferentes.

”Estou muito feliz com o convite do José Guilherme para fazer parte de mais esse projeto em duplas. Teremos muito trabalho pela frente a partir de agora, que inclui toda a preparação e o transporte do barco até a Europa. Eu sempre acompanhei a chegada dos barcos quando a regata parou por lá. Será um prazer grande chegar na minha cidade e certamente seremos bem recebidos com muita festa, música e caipirinha em Salvador”, disse o velejador profissional Leonardo Chicourel.

O Mussulo 40 Team Angola Cables foi o destaque da Cape Town Rio, regata disputada no início do ano no Atlântico Sul. O comandante José Guilherme Caldas decidiu inscrever o Mussulo 40 Team Angola Cables na última hora. O velejador anunciou a campanha durante a Semana de Vela de Ilhabela.

”Nosso objetivo é fazer entre 19 e 21 dias o percurso de Le Havre e Salvador. Eu já fiz em solitário parte dessa rota e posso dizer que será um grande desafio. São dois pontos cruciais: a largada com muito vento no Canal da Mancha e na Baía de Biscaía, e na passagem pelas áreas de calmaria entre os hemisférios”, disse José Guilherme Caldas. ”Eu tenho uma vontade de fazer regatas em duplas, que são bem cansativas. Fizemos agora a Cape Town Rio. É preciso um certo preparo e uma excelente afinação com seu companheiro de equipe. Eu e o Leonardo temos essa afinidade”.

Veja a lista completa dos inscritos de 2017

Edição 2017: 42 duplas na disputa

De dois em dois anos, velejadores das mais variadas nacionalidades se reúnem para a Transat Jacques Vabre, tradicional regata em duplas que larga da cidade francesa de Le Havre (França) desde 1993. Para a 13ª edição, não será diferente. São 42 duplas inscritas na disputa da mais longa travessia transatlântica até o Brasil. É uma prova que mistura história e desafio tendo como pano de fundo a movimentação comercial entre a Europa e as Américas na Rota do Café.

Saiba mais sobre as classes

Sobre Salvador na regata

A cidade recebeu a competição de 2001 a 2007 (a cada dois anos) e, ao lado de Itajaí (SC), são as únicas duas cidades brasileiras a serem porto de chegada da travessia. A largada oficial para a 13ª edição será dada no dia 5 de novembro, em Le Havre, e a previsão é de que os primeiros veleiros cheguem a Salvador no fim do mesmo mês.

“Esse percurso transatlântico que liga o Norte ao Sul [França e o Brasil] é mais exigente que uma simples travessia de Leste a Oeste. Requer dos velejadores qualidade técnica, planejamento estratégico, um bom conhecimento meteorológico e uma excelente condição física para completar o percurso”, explica Sylvie Viant, diretora de prova da Transat Jacques Vabre. Na última edição, 42 barcos participaram da disputa.

Relação íntima com o Brasil

Embora o Brasil tenha um currículo vitorioso em Olimpíadas, a Transat Jacques Vabre é uma das poucas competições em que o país fez história na vela de oceano. Em 2005, Walter Antunes foi o primeiro brasileiro a fazer o mesmo trajeto entre Le Havre e Salvador. Já em 2015, o campeão olímpico Edu Penido e Renato Araújo formaram a primeira equipe verde-amarela em 24 anos de regata.

Se o número de participantes brasileiros ainda é baixo, por outro lado o Brasil é o país que mais vezes recebeu o evento, seguido justamente pela Colômbia. Com uma edição a cada dois anos, Salvador foi a cidade de chegada entre os anos de 2001 e 2007. Já em 2013 e 2015, foi a cidade catarinense de Itajaí a segunda representante brasileira.

Sobre a regata

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Participam quatro classes de veleiros: Class40, Multi50, IMOCA e Ultime, com 40, 50, 60 e até 100 pés respectivamente. A travessia ligando a Europa à América é disputada com apenas dois velejadores a bordo, que se revezam no comando da embarcação.

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
Facebook: https://www.facebook.com/Transat.Jacques.Vabre
Twitter: https://twitter.com/TransatJV_br

Contatos:
Flávio Perez e Raquel Cruz
flavio@onboardsports.net
Tel: +5511999498035
www.onboardsports.com.br

O primeiro barco 100% nacional completou, na noite deste domingo (22), a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica do mundo. Batizado de Zetra, o veleiro comandado pelo campeão olímpico Eduardo Penido e pelo empresário Renato Araújo fez o percurso de 10 mil quilômetros entre Le Havre, na França, e Itajaí, em Santa Catarina, em 28 dias, 10 horas e 37 minutos, terminando a categoria Class40 na sexta colocação. A dupla foi recebida no píer ao som de uma batucada de escola de samba e pelos familiares.

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A vela brasileira escreveu mais um capítulo na sua história! O primeiro barco 100% nacional completou, na noite deste domingo (22), a Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica do mundo. Batizado de Zetra, o veleiro comandado pelo campeão olímpico Eduardo Penido e pelo empresário Renato Araújo fez o percurso de 10 mil quilômetros entre Le Havre, na França, e Itajaí, em Santa Catarina, em 28 dias, 10 horas e 37 minutos, terminando a categoria Class40 na sexta colocação. A dupla foi recebida no píer ao som de uma batucada de escola de samba e pelos familiares.

”Um momento mais do que especial. Posso sim comparar o dia de hoje com a Olimpíada de 1980, quando fui medalha de ouro. Foi uma regata muito dura e desgastante, mas lutamos até o fim”, disse o campeão olímpico Eduardo Penido, ouro nos Jogos de Moscou 1980 na classe 470.

Emocionado, Renato Araújo disse que todo o investimento, dias de treino e o sofrimento da regata valeram a pena. ”Não tem preço que pague esse momento. Pegamos 10 dias de tempo ruim, comemos mal, tive um problema no joelho, velas quebradas e muito mais. A primeira tempestade foi difícil, a segunda mais fraca e a terceira quebrou o enrolador da vela de proa. Sem contar outros problemas que surgiram e fomos solucionando no percurso. Mas em 2017 queremos repetir a dose! A ideia é treinar mais e se aperfeiçoar, pois o barco é arisco e muito difícil de guiar”.

Sofrimento, calmaria e Brasil

A dupla brasileira sofreu nos primeiros dias de regata, que começou em 25 de outubro com a participação de 42 barcos. Os ventos fortes e ondas gigantes no Golfo de Biscaia – parte do Atlântico Norte entre a França e a Espanha, causaram 17 desistências, um recorde para o evento. A estratégia de Eduardo Penido e Renato Araújo foi reduzir a velocidade para evitar as quebras. ”Temos que aprender com o barco e fico contente de chegar inteiro após essa dificuldade. Fico imaginando como os franceses, que venceram a regata, são bons. Eles aceleraram em condições difíceis”, explicou Eduardo Penido. O Zetra chegou quatro dias depois do campeão, o Le Conservateur.

Consolidado em sexto, o Zetra via os líderes da Classe40 abrir vantagem na liderança quando mais um ponto chave da regata surgiu: a calmaria dos Doldrums. Os brasileiros passaram 48 horas quase sem andar na divisa dos hemisférios Norte e Sul. Já na costa brasileira, a dupla se preocupou em se defender dos ataques dos três veleiros que estavam atrás e em desviar dos barcos de pesca na costa nordestina.

Tempos e chegadas dos vencedores da Transat Jacques Vabre:

Classe: Ultime – até 102 pés Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015 Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015 Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
Facebook: https://www.facebook.com/Transat.Jacques.Vabre
Twitter: https://twitter.com/TransatJV_br

A primeira dupla brasileira da história da Transat Jacques Vabre deve terminar a regata de 10 mil quilômetros – considerada a maior travessia transatlântica do mundo – no próximo domingo (22), após 28 dias de prova desde Le Havre, na França. O campeão olímpico Eduardo Penido e o empresário Renato Araújo sustentam a sexta colocação na Classe40 e navegam paralelamente à costa do Rio de Janeiro (RJ). As próximas 48 horas serão decisivas para o sucesso do Zetra, já que outros três barcos na sua proa. ”A opção de ficar contra a corrente e um pouco distante do litoral deu certo desde o Recife. O Eduardo Penido conhece bem a região e acredito que a escolha foi importante para diminuir o tempo de chegada”, disse Renato Araújo. O barco está aproximadamente 200 quilômetros distante da costa. ”Vamos ter uma última frente fria nas últimas horas e não podemos errar na estratégia”.

Os brasileiros sustentam a posição desde a primeira semana de prova. A regata é tradicional por pegar mar ruim no início, principalmente no Golfo de Biscaia. Depois teve a passagem pelo marasmo dos Doldrums e a descida pela costa nordestina. ”Nós conseguimos melhorar o rendimento por fazer o barco andar mais e também por conhecer um pouco a região. Se deixar o pessoal nos pega. Acredito que será difícil tirar essa vantagem”, concluiu Renato Araújo.

A tripulação do Zetra quer uma festa na chegada em Itajaí (SC) com comida tradicional e muita gente no píer da marina local. A previsão é que o barco termine a prova entre a tarde e início da noite de domingo. O campeão da Class40 foi o barco Le Conservateur, formado pelos franceses Yannick Bestaven e Pierre Brasseur.

Tempos e chegadas dos vencedores da Transat Jacques Vabre:

Classe: Ultime – até 102 pés Classe: IMOCA 60 pés
Vencedor: Macif Vencedor: PRB
Data: 06/11/2015 Data: 11/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos Tempo: 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 Classe: Class40 – 40 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian Vencedor: Le Conservateur
Data: 11/11/2015 Data: 18/11/2015
Tempo: 16 dias, 22 horas e 29 minutos Tempo: 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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O barco brasileiro Zetra segue firma na disputa da Transat Jacques Vabre, maior competição transatlântica do mundo. Em sexto lugar da Class40, a dupla Eduardo Penido e Renato Araújo está próxima da costa de Recife (PE), local com registro de muitos barcos de pesca até a chegada. A preocupação da dupla é evitar as rede de pesca e uma possível colisão, já que muitas embarcações pequenas não possuem luz. ”Os instrumentos de navegação funcionam bastante, mas é preciso ficar atento. Precisamos de um trabalho redobrado à noite, principalmente, por causa dos barcos pequenos de pesca e suas redes. Só dá para identificar no visual. Acredito que os adversários da Class40 também estão preparados”, disse Renato Araújo.
Na tarde desta segunda-feira (16), o placar da regata apontava que os brasileiros ainda teriam de percorrer mais 2.400 quilômetros até Itajaí (SC)
”Já nos sentimos em casa, no Brasil. Mas tem muita água pela frente pra chegar em Itajaí”, contou Renato Araújo.
O Zetra deve chegar no próximo domingo (22) à cidade catarinense. O líder da Class40 é o Le Conservateur, que faz uma disputa particular com o V and B pela ponta. Os primeiros devem cruzar a linha até a quarta-feira (18).

Vitórias do FenêtrêA Prysmian na Multi50 e PRB na IMOCA em prova que homenageou vítima de atentado na França

A Transat Jacques Vabre organizou, neste domingo (15), mais uma regata exibição entre Itajaí e Itapema com a participação de sete barcos de duas classes. E o resultado da prova de 27 milhas náuticas – 50 quilômetros foi o mesmo da travessia de 10 mil quilômetros. Vitórias do FenêtrêA Prysmian na Multi50 e PRB na IMOCA. A regata começou às 13h50 com ventos variando de 10 a 17 nós na direção Sudoeste.

O FenêtrêA Prysmian foi o Fita Azul da regata exibição, ou seja, o primeiro a cruzar a linha de chegada entre todos os modelos, independentemente do tamanho. A dupla, formada pelo francês Erwan Le Roux e pelo italiano Giancarlo Pedote, ganhou a prova com diferença de nove minutos para o Ciela Village (Thierry Bouchard / Oliver Krauss). ”Correr regatas assim é bastante divertido. Podemos passar um pouco da nossa experiência aos convidados a bordo. Foi mais uma vitória nossa aqui em Itajaí”, disse Erwan Le Roux.

Na IMOCA, mais um show da dupla francesa Vincent Riou e Sébastien Col com diferença superior a 10 minutos para o segundo colocado, o Banque Populaire VIII (Armel Le Cléac’h / Erwan Tabarly). Completaram o percurso nessa ordem: Initiatives-Coeur (Tanguy de Lamotte / Samantha Davies), Le Souffle du Nord (Thomas Ruyant / Adrien Hardy) e MACSF (Bertrand de Broc / Marc Guillemot).

A regata Transat Jacques Vabre continua com a disputa da Class40, que tem o barco brasileiro Zetra na sexta colocação. Os primeiros veleiros devem chegar a Itajaí a partir da próxima terça-feira (17).

Homenagem

Em virtude dos atentados terroristas em Paris, a organização da 29ª Marejada, tradicional festa em Itajaí (SC) e que recebe a Transat Jacques Vabre, prestou uma homenagem aos franceses, neste domingo (15), na Vila da Regata. O prefeito Jandir Bellini entregou ao organizador da regata, Gildas Galtier, flores com detalhes com as cores da França. Artistas locais cantaram a música Imagine, de John Lennon, que ficou eternizada como uma canção da paz. Os brasileiros que lotaram o píer da Vila da Regata se emocionaram com a homenagem.

”No momento em que cidadãos de Itajaí (BRA) e Le Havre (FRA) celebram o congraçamento entre os diferentes povos, chega-nos um estarrecedor exemplo de violência e intolerância. Nesse momento de dor e aflição, o povo itajaiense se solidariza e estende o seu abraço a cada irmão francês que aqui se encontra, rogando a Deus que conforte o coração das famílias atingidas pela tragédia dos atentados em Paris. A Transat Jaques Vabre é exemplo de união e respeito entre diferentes culturas. A cidade de Itajaí aplaude orgulhosamente o povo Francês que soube levar ao mundo o conceito de liberdade, igualdade e fraternidade. Que sejam todos bem vindos, sempre ao Brasil e a Itajaí”, disse o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini.

Após a cerimônia, o público acompanhou a partida dos barcos para a regata de exibição entre Itajaí e Itapema com a participação dos IMOCA e Multi50.

Surpresa e tristeza

O atentado terrorista ocorrido em Paris, na França, deixou o mundo perplexo. Com a Transat Jacques Vabre, regata entre a França e o Brasil, não foi diferente. Porém, alguns velejadores ainda não sabiam do ocorrido. Mesmo com comunicação a bordo, a dupla brasileira do Zetra se concentrou em navegar para buscar um melhor aproveitamento na Class40 e não recebeu as notícias do incidente na capital francesa da última sexta-feira (13).

”Não estamos sabendo, o que ocorreu?”, perguntou o brasileiro Renato Araújo durante a tradicional conversa com os velejadores. Ao tomar ciência, o empresário logo mudou o tom de voz. ”É muito triste saber disso, lamentável. A gente não tem acessado a internet regularmente”.

O Zetra ocupa a sexta colocação na Class40 e já está em águas brasileiras. O barco deve chegar até o dia 23 de novembro a Itajaí para completar os 10 mil quilômetros de regata.

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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Dupla Erwan Le Roux (França) e Giancarlo Pedote (Itália) fez o percurso em 16 dias e 22 horas

O FenêtréA Prysmian conquistou pela segunda vez consecutiva o título da Transat Jacques Vabre na classe Multi50. Na manhã desta quarta-feira (11), o multicasco comandado pela dupla Erwan Le Roux (França) e Giancarlo Pedote (Itália) cruzou a linha de chegada em Itajaí (SC) após um percurso de 10 mil quilômetros desde Le Havre na França. Foram 16 dias, 22 horas e 29 minutos de travessia pelo Oceano Atlântico com velocidade média de 13,29 nós.”É muito bom chegar em Itajaí mais uma vez em primeiro lugar depois de uma regata bastante difícil. Acredito que os primeiros quilômetros na Baía de Biscaia foram os mais complicados, com baixa pressão e o frio”, disse Erwan Le Roux.

Recebidos com festa no píer catarinense, com muitas frutas, champagne e caipirinha, os velejadores demostraram cansaço pelo longo tempo de prova. A aproximação a Itajaí foi complicada, principalmente pela falta de vento na madrugada. Como as temperaturas estão mais quentes na região e a pressão sobre o continente é mais elevada, os ventos se dirigem para o mar, que tem pressão mais baixa. Durante o dia, principalmente à tarde, a situação se inverte.

Em 2013, o FenêtréA tinha outro patrocinador e um parceiro diferente para Erwan Le Roux, mas o multicasco era o mesmo. O velejador francês também venceu a edição 2009 na mesma categoria.

A Multi50 tem ainda dois barcos na disputa: o Ciela Village – chegando apenas na quinta-feira (12) – e o Arkema – que deve demorar mais a chegar após ficar parado em Salvador (BA) para reparo no casco. O La French Tech Rennes Saint Malo abandonou após colidir com um contêiner em alto mar.

A edição de número 12 da Transat Jacques Vabre tem mais um bicampeão em Itajaí. O PRB cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na IMOCA minutos antes das 11 da manhã desta quarta-feira. O campeão na Ultime foi o MACIF, que terminou a regata no último sábado (7). A Transat Jacques Vabre largou com 42 barcos em 25 de outubro e 17 abandonaram.

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

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O barco Macif conquistou, na madrugada deste sábado (7), o título da classe Ultime na Transat Jacques Vabre, maior regata transatlântica do mundo, disputada entre a França e o Brasil. O trimarã com o mastro de 30 metros – do tamanho do Cristo Redentor – completou o percurso de 10 mil quilômetros até Itajaí (SC) em 12 dias, 17 horas e 29 minutos e foi o primeiro dos 42 barcos que largaram em Le Havre a cruzar a linha de chegada em Santa Catarina. A dupla francesa François Gabart e Pascal Bidégorry teve média de velocidade de 17,6 nós.

”Muito feliz com o resultado. A regata foi muito dura e nos últimos dois dias se tornou mais cansativa pra gente, pois quebrou o piloto automático. Com isso tivemos que ficar no leme o tempo todo”, disse François Gabart, um dos ídolos da vela oceânica francesa. Eles foram recebidos com frutas, champanhe e, é claro, uma caipirinha.

Na Transat Jacques Vabre 2013, o velejador François Gabart não conseguiu completar a regata até Itajaí por causa de um problema em seu barco, na época um IMOCA também chamado de Macif. Seu companheiro Pascal Bidégorry não teve sucesso esse ano na etapa da Volvo Ocean Race de Auckland até Itajaí a bordo do Dongfeng.”Agora conseguimos! Foi uma revanche. De qualquer maneira é muito bom voltar desse jeito”, comemorou François Gabart.

A disputa na classe Ultime ficou restrita a Macif e Sodebo – barco deve terminar a regata ainda neste sábado. Os abandonos de Prince de Bretagne e Actual transformaram a regata numa exclusiva. Após deixar as condições complicadas do Golfo de Biscaia, os dois multicascos trocavam posições beirando a costa de Marrocos para escapar dos ventos fracos dos Açores. Durante a passagem pelos Doldrums – zona com pouco vento entre os hemisférios, a dupla François Gabart e Pascal Bidégorry se saiu melhor abrindo vantagem confortável, finalizando a prova com quase 200 quilômetros de vantagem para o Sodebo.

A Transat Jacques Vabre largou com 42 barcos em 25 de outubro e 17 abandonaram. As outras classes tem os respectivos líderes: Le Conservateur (Class40), FenetreA (Multi50) e PRB (IMOCA). O evento tem uma inédita dupla brasileira: o campeão olímpico Eduardo Penido e o empresário Renato Araújo navegam a bordo do Zetra e estão provisoriamente na sexta colocação na Class40.

Sobre a TJV2015

A regata, que é disputada em duplas, larga sempre da cidade portuária de Le Havre, na Normandia, com destino a um país produtor de café, característica que lhe rendeu o apelido de “Rota do Café”. Já tendo passado por cidades como Cartagena (Colômbia), Puerto Limon (Costa Rica) e Salvador (BA) em 11 edições, essa será a segunda vez que a competição terá a cidade catarinense como chegada. Em 2013, a regata reuniu mais de 590 mil visitantes nas duas Vilas da Regata (Le Havre e Itajaí).

Mais informações no site www.transat-jacques-vabre.com/br
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O barco brasileiro Zetra segue na sexta colocação da Class40 na Transat Jacques Vabre 2015. A dupla Eduardo Penido e Renato Araújo avança com ventos de até 18 nós beirando a costa africana após uma navegação lenta pelas Ilhas Canárias. A passagem de um anti-ciclone pelo Atlântico Norte causou uma calmaria atrapalhando a evolução do Zetra e dos outros barcos que estavam na região. Mas, os brasileiros optaram por uma aproximação ao continente africano para achar mais vento e andar. Deu certo!
”As últimas 24 horas foram as melhores até agora. Tivemos a nossa principal média, fazendo 250 milhas em um dia. A estratégia que a gente arriscou está funcionando. Ainda estamos mais a Leste, mas logo logo vamos dar o bordo pra Oeste”, disse Renato Araújo. ”É preciso esperar a mudança do vento – prevista para o período da tarde – para seguir a Oeste de vez, passando por Cabo Verde. Nesse momento temos mais vento do que nossos adversários diretos. A gente escapou da calmaria e pegou vento bom na costa da África”.
Durante a calmaria, a dupla conseguiu corrigir o problema na vela de proa e no enrolador que ficaram danificados na passagem por um mau tempo. ”Perdemos muito tempo na calmaria das Ilhas Canárias e consertamos. Digo que uma situação com pouco vento é pior do que uma tempestade. Estamos zerados agora! O final de prova tem tudo para ser mais tranquilo”, contou Renato Araújo.
O Zetra pode se dar bem com essa estratégia de navegar mais a Leste do que seus adversários que estão atrás. Já mirar a quinta colocação é um desafio muito distante, pois os brasileiros estão 400 quilômetros atrás do TeamWork40. Para o líder Le Conservateur são 1.300 quilômetros.

Estamos completamente molhados a bordo”. Como se não bastasse o desgaste físico por fazer uma travessia de 10 mil quilômetros em dupla, os brasileiros Eduardo Penido e Renato Araújo sofrem com as condições de mar e temperatura na disputa da Transat Jacques Vabre. A equipe do barco Zetra, que ocupava a oitava posição na atualização de placar desta quarta-feira (28) da categoria Class40, atravessa um dos piores trechos da prova: o Golfo de Biscaia. Os ventos com velocidade de quase 90 km/h e ondas enormes dificultam os trabalhos dos velejadores, que dificilmente ficam secos com tanta água entrando. ”Tem muita, mas muita água vindo por cima do barco. A noite anterior não foi tão tranquila como a primeira com vento soprando muito forte. A gente já esperava por essa condições no Golfo de Biscaia. As últimas horas foram muito duras pra gente, mas o barco segue respondendo bem. Em tese, o pior já passou!”, contou o velejador Renato Araújo.

Os velejadores indicaram que o barco tem um pequeno problema elétrico, mas que não afeta o desempenho deles. Outro detalhe que mostra a dificuldade da prova é a alimentação, como explicou Renato Araújo. ”A alimentação está mais complicada. Tá difícil comer tudo desidratado. Recorremos às barras de chocolate e às maçãs”.

O Zetra – primeiro barco brasileiro na história dessa regata – está no meio da flotilha dos Class40 e já começa a descer rumo à costa portuguesa. A diferença para o líder provisório, o Le Conservateur (Yannick Bestaven/Pierre Brasseur) é de 120 quilômetros. Em 72 horas, os brasileiros percorreram 950 quilômetros na Transat Jacques Vabre. A largada ocorreu no domingo (25), em Le Havre, na França. A chegada dos barcos será em Itajaí, em Santa Catarina.