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Tiro esportivo

O atleta paralímpico Geraldo Rosenthal se garantiu na liderança do ranking mundial na prova P5 – Pistola de ar standard 10m. O gaúcho de 42 anos conquistou mais um ouro para o Brasil, no último sábado (23), durante a Copa do Mundo de Tiro Esportivo, disputada em Osikek, na Croácia. O paratleta marcou 351 pontos na disputa e ficou com o primeiro lugar. Em segundo ficou Jakub Kosek, da República Tcheca, com 344 pontos, seguido por Gyula Gurisatti, da Hungria, com 343. “A prova de pistola de ar 10m está ficando importante, com cada vez mais atletas e só vem crescendo. Eu acredito que entrará para os Jogos Olímpicos de 2024. Já estou praticamente há um ano ocupando o primeiro lugar no ranking mundial dessa modalidade”, contou o paratleta.

Além de faturar o lugar mais alto do pódio, Geraldo também bateu o recorde das Américas na prova, superando a marca do norte-americano Michael Tagliapetra. O atirador, natural de Campo Bom (RS), foi o primeiro e único paratleta a conquistar uma medalha de ouro para o Brasil nas modalidades de pistola em uma Copa do Mundo, em 2013, na Tailândia. O feito se repetiu no ano passado e, com a conquista do fim de semana, Geraldo já soma três ouros em competições mundiais.

Este ano, o paratleta já acumulou dois bronzes na Copa do Mundo de Dubai, em fevereiro, e mais dois bronzes na Alemanha, em abril. Na Croácia, a medalha de ouro somou-se ao sexto lugar na P3 – Pistola .22lr 25m; o 13º lugar na P4 – Pistola .22lr 50m; e o 19º lugar na P1 – Pistola de ar 10m, finalizando a competição.

A Copa do Mundo de Tiro Esportivo foi organizada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês). Esta foi a quinta etapa do evento, depois de passar por Al Ain, nos Emirados Árabes (de 19 a 28 de fevereiro), Szczecin, na Polônia (de 24 a 29 de abril) e Lonato, na Itália (12 a 17 de setembro). A última etapa ocorrerá em Bangkok, na Tailândia, de 8 a 11 de novembro.

Sobre Geraldo Rosenthal

Paratleta e atirador desde 2007, Geraldo Rosenthal foi o primeiro medalhista brasileiro em Copas do Mundo de Tiro Esportivo na modalidade a conquistar o ouro. Natural de Campo Bom (RS), é portador da síndrome de Poland e possui uma má formação na mão direita. Batedor de recordes, competiu na Paralimpíada Rio 2016 e ocupa o primeiro lugar no ranking mundial na prova de pistola de ar 10m.

Geraldo conta com os apoios de Bolsa Pódio do Governo Federal; Programa Top 2020 do Paraná; Rifle; SMS Air Guns; e CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos).

Contatos:
Flávio Perez e Andressa Rufino
flavio@onboardsports.net
Tel: +5511999498035
www.onboardsports.com.br

 

Felipe Wu está garantido nas próximas etapas da Copa do Mundo de Tiro Esportivo, em maio na Alemanha, e em junho no Azerbaijão. A classificação do atleta foi confirmada pela Confederação Brasileira com base nos resultados do último final de semana. Na qualificatória, que ocorreu no Rio de Janeiro (RJ), o medalhista olímpico conquistou a prata tanto na pistola de ar 10 metros, sua especialidade, como no tiro de 50m, além de obter o chamado Índice Mundial, que serve como parâmetro de classificação para eventos deste porte.

“Agora temos três semanas de preparação aqui no Brasil, depois já embarcamos para a Alemanha para finalizar o treinamento, com mais intensidade, visando melhorar a parte técnica na busca por um bom resultado. É o principal evento da temporada, sempre muito disputado, por isso a meta é passar para a final, ficando entre os oito melhores do mundo” , conta o atleta de 24 anos, que no mês de fevereiro também marcou presença na etapa de Nova Deli.

Desde 2008 Felipe Wu participa regularmente da competição internacional e em 2016 subiu ao lugar mais alto do pódio nas etapas de Bangkok (Tailândia) e Baku (Azerbaijão), assumindo pela primeira vez na carreira a liderança no ranking internacional. ” A Copa do Mundo é um evento especial pra mim. Serviu como incentivo e ânimo para chegar a disputar a medalha olímpica na Rio 2016”. O atirador Felipe Wu tem programado mais dois eventos no Brasil antes de embarcar para a Europa visando treinamentos e as etapas da Copa do Mundo.

Sobre o medalhista olímpico

Neto de chineses e filho de atiradores, Felipe Wu entrou para a história do esporte brasileiro ao romper um jejum histórico de 96 anos sem medalha olímpica para o País no tiro esportivo, conquistando a prata nos Jogos do Rio 2016. O atirador, especialista na pistola de ar de 10 metros, também foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 na categoria. O atleta ainda tem entre suas conquistas medalhas de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Santiago 2014 e Medellín 2010 e a prata nos Jogos Olímpicos da Juventude de Singapura 2010.

Desde 2013, Felipe Wu é terceiro sargento do Exército Brasileiro e integra o Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR), criado pelo Ministério da Defesa para auxiliar o financiamento de atletas no País. O atleta estuda engenharia aeroespacial na Universidade Federal do ABC e treina no Clube Hebraica em São Paulo. Tem o patrocínio da Rifle.

A página oficial do atleta é www.felipewu.com.br
Siga também o Instagram @WuFelipe
Curta a fã page /felipealmeidawu

 

 

Conquistar a primeira medalha do Brasil na Rio 2016 e quebrar um jejum de 96 anos sem pódio olímpico no tiro esportivo parecia o bastante para mudar a vida de Felipe Wu. A prata de fato trouxe muita visibilidade ao atleta, mas o reconhecimento do público e da mídia não se transformou em uma melhor estrutura ou novos patrocínios. Pelo contrário. Passada a Olimpíada, o atleta de 24 anos voltou a treinar sozinho no Hebraica, sem a orientação de um técnico, e segue com apenas uma arma para competir. Assim, retomou a faculdade de Engenharia Aeroespacial, já vislumbrando uma carreira paralela no futuro.

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FELIPE WU (Foto: GETTY)Felipe Wu exibe medalha de prata: fim de jejum de 96 anos sem pódio olímpico brasileiro no tiro esportivo (Getty Images)

Depois de subir ao pódio nos Jogos, Wu foi procurado por um fabricante de munições de armas de fogo. Mas as conversas iniciais não avançaram depois do evento. O paulista tem apenas o apoio de uma fabricante de chumbinho e do Exército, do qual é atleta desde 2013, além de receber o Bolsa Pódio, benefício do governo federal, por ser medalhista olímpico – desde junho do ano passado ele já se enquadrava na mesma categoria por ter alcançado a liderança do ranking mundial na pistola de ar (10m).

A principal mudança na estrutura de treinos de Wu foi a saída do técnico colombiano Bernardo Tobar, que passou apenas um ano vinculado à Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE). Apesar do pouco tempo de trabalho, o treinador foi muito elogiado. Para Wu, as pequenas nuances apontadas por Tobar o ajudaram muito na reta final da preparação olímpica.

– Com certeza a maior mudança foi a saída do meu técnico, que voltou para a Colômbia. Eu voltei a treinar sozinho, totalmente por conta própria. Era muito importante ter alguém acompanhando o dia a dia, vendo os detalhes, se fazemos algo diferente – disse o atleta, acrescentando que acredita que a situação será revista e Tobar retornará ao cargo.

tiro esportivo felipe wu (Foto: André Durão)Tobar, de camisa verde, foi responsável por lapidar Felipe Wu rumo à prata na Rio 2016 (Foto: André Durão)

O aspecto mais positivo da medalha olímpica foi o carinho dos fãs. Hoje Wu é reconhecido por onde passa e posa para fotos com frequência.O status de medalhista olímpico, no entanto, não foi suficiente para evitar um constrangimento e um grande prejuízo esportivo recentemente.

Em meados de outubro, Wu e a namorada, a também atiradora Rosane Budag, voltavam de uma competição na Itália rumo a Curitiba, onde disputariam a última etapa do Campeonato Brasileiro. Na conexão no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, um erro de procedimento da companhia aérea no despacho das armas fez com que a Polícia Federal fosse acionada no raio-x de bagagens. O casal de atletas ficou retido por cerca de cinco horas até que tudo fosse resolvido, mas perdeu o torneio e a chance de disputar os títulos das respectivas provas.

tiro esportivo felipe wu faculdade (Foto: Reprodução Instagram)Wu posta imagem de estudo da faculdade em rede social e pede férias (Reprodução Instagram)

São essas burocracias excessivas e a falta de apoio que desanimam os profissionais. Wu ainda adota uma postura otimista e evita reclamar, mas constrói paralelamente à carreira de atleta um futuro em outra profissão. Passados os Jogos, ele retomou os estudos do curso de Engenharia Aeroespacial, trancado desde abril. Para dar conta de tudo, reduziu temporariamente a carga de treinos.

– É bem complicado (estudar) agora que voltei a treinar. Certamente minha dedicação não é como em 2016 porque minha dedicação era total aos treinos, tranquei a faculdade, mas espero conciliar bem e ter bom rendimento. Infelizmente nosso esporte não é muito profissional, e eu preciso ter um plano B. Acho que termino o curso bem próximo de Tóquio (Jogos de 2020), um pouco antes ou um pouco depois.

Para facilitar a vida de Wu, o calendário do tiro esportivo em 2017 está bem mais ameno do que nas temporadas em que há contagem de pontos para o ranking de classificação olímpica. Os primeiros compromissos serão ainda em janeiro, em competições na Alemanha e na Holanda. Haverá apenas três etapas de Copa do Mundo, em março, maio e junho. E no segundo semestre, ainda sem data ou local confirmados, o medalhista olímpico disputará o Sul-Americano e o Ibero-Americano.

Matéria de Helena Rabello