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Rio-2016

O Brasil volta a ter um representante nos 400 m livre da Olimpíada depois de 12 anos. Luiz Altamir será o nadador do País na prova na Rio 2016 após os resultados do Troféu Maria Lenk, evento-teste da modalidade que ocorre no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ). O atleta do Flamengo confirmou sua participação na primeira seletiva, ainda em dezembro de 2015, no Open de Palhoça (SC), com 3min50s32. ”Estou muito feliz e emocionado! Não tenho palavras para descrever esse momento. É um sonho de criança que se torna realidade hoje. Treinei muito, suei bastante, batalhei todos os dias e agora tenho a chance de defender o meu País na Rio 2016. Espero evoluir ainda mais para baixar meus tempos”, disse o nadador de 19 anos. ”Represento o Brasil desde as categorias de base. No ano passado entrei para a seleção adulta e logo de cara competi o Pan de Toronto. É um orgulho fazer parte deste time”.

Nesta sexta-feira (15), na disputa do Troféu Maria Lenk 2016, Luiz Altamir não nadou abaixo do índice exigido, mas nenhum outro atleta superou sua marca e ele será o único representante do Brasil nos Jogos por enquanto. O último nadador brasileiro que esteve nos 400 m livre em uma Olimpíada foi Bruno Bonfim, em Atenas 2004. Ele não tinha o índice individual, mas competiu a prova porque se classificou para o revezamento 4×200 m livre. Luiz Lima foi o último brasileiro a nadar a prova com índice exigido, ele terminou em 17º lugar nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000.

Motivado para as próximas

Luiz Altamir busca neste sábado (16) o índice de 1min47s97 nos 200 m livre e consequentemente no revezamento 4×200 m livre. No Open de 2015, que valeu como primeira seletiva, o flamenguista fez 1min48s34, o melhor tempo de sua vida na distância. No domingo (17) o jovem de 19 anos compete os 200 m borboleta em busca do índice de 1min56s90. Está balizado com o tempo de 1min58s21.

A última seletiva olímpica é realizada na piscina do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, e vai até o dia 20 (quarta-feira). A competição é a última chance que os atletas possuem para entrar para o time olímpico.

Sobre Luiz Altamir

Luiz Altamir é atleta do Flamengo. O atleta, que é patrocinado pelos Correios, foi campeão pan-americano em 2015, medalhista olímpico da Juventude em 2014 e é uma das promessas da natação brasileira. Aos 16 anos foi morar no Rio de Janeiro (RJ) onde treina com Eduardo Pereira, o Duda, no clube da Gávea e na piscina do Maria Lenk.

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Os adversários do Brasil no Polo Aquático Masculino da Olimpíada Rio 2016 foram definidos após um sorteio realizado neste domingo (10) pela Fina – Federação Internacional de Desportos Aquáticos. A seleção brasileira, que tem como um dos destaques o artilheiro Gustavo Grummy, encara a Sérvia, atual campeã do mundo, da Liga Mundial e da Europa, além da Hungria, Japão, Austrália e Grécia. ”Os grupos estão bem equilibrados! Para nós logo de cara teremos duas finais contra Australia e Japão para se tudo der certo entrar no Top 8! Temos que pensar agora em analisar os adversários e se preparar da melhorar maneira possível, sabemos que todas as seleções vão estar prontas e é muito importante nós mantermos a calma, chegando bem de cabeça como estamos até agora desde que Ratko Rudic assumiu o comando”, disse Grummy.

Os torneios de polo aquático serão disputados no Centro Aquático Maria Lenk, de 6 a 20 de agosto. Na outra chave estão EUA, Espanha, França, Montenegro, Itália e Croácia. No feminino, as meninas do Brasil caíram com Itália, Rússia e Austrália. No grupo B estão Espanha, China, Hungria e EUA.

Gustavo Guimarães é tem 22 anos e já tem mais de 1.600 gols marcados em 15 anos de carreira, sendo artilheiro de diversos campeonatos e eleito MVP (melhor jogador do torneio) no Pan-Americano Junior de 2012 e no Sul-Americano Junior de 2013. Entre as principais conquistas do jogador estão as medalhas de bronze Pan de Guadalajara 2011 e prata no Pan de Toronto 2015, o Prêmio Brasil Olímpico do COB de 2012, o inédito bronze da Super Final da Liga Mundial e o título do Sul-Americano em 2014.

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Thiago Pereira participou, na madrugada desta quarta-feira (17), do lançamento da logomarca da candidatura de Los Angeles para sediar os Jogos Olímpicos de 2024. O brasileiro, que se prepara para sua quarta Olimpíada na Rio 2016, manifestou apoio à cidade que escolheu para morar e treinar. Segundo Thiago Pereira, L.A. recebe atletas campeões do mundo inteiro e tem estrutura para sediar o maior evento esportivo. ”Eu apoio os Jogos de Los Angeles 2024. Escolhi não apenas porque moro aqui, mas por acreditar na cidade. Competi nos quatros cantos do mundo e posso dizer que L.A. é diferente!”.

O brasileiro Thiago Pereira dividiu a mesa do lançamento da logomarca de LA2024 com o presidente do comitê organizador, Casey Wasserman, o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti,a ex-atleta Janet Evans e Lisa Baird, do Comitê Olímpico dos EUA. O evento foi realizado no último andar da USC – University of Southern California, com a melhor visão da cidade. ”Poucos atletas tiveram a chance de competir uma Olimpíada em casa. Eu terei essa oportunidade em agosto no Rio de Janeiro. Mas, se Los Angeles for eleita, eu terei essa chance novamente, já que aqui é minha segunda cidade”, disse Thiago Pereira, que é um dos 19 brasileiros confirmados para o GP de Orlando, marcado entre os dias 3 e 5 de março.

Los Angeles tenta pela terceira vez sediar uma Olimpíada, depois de realizar as edições de 1932 e 1984. As adversárias da cidade norte-americana para sediar o evento são Roma, Paris e Budapeste.

Thiago Pereira é patrocinado pelos Correios e Speedo International Ltd. O nadador defende o Minas Tênis Clube, tem 30 anos e é natural de Volta Redonda (RJ). É dono de 23 medalhas pan-americanas, um recorde histórico. Em Londres-2012, o atleta conquistou a medalha de prata na prova dos 400 m medley.

O medalhista olímpico também é vice-presidente da Comissão de Atletas da FINA – Federação Internacional de Natação – e integrante das Comissões de Atletas do COB – Comitê Olímpico Brasileiro – e da Odepa – Organização Desportiva Pan-Americana.

 

Aline Silva ficou, neste domingo (31), com a medalha de bronze no evento-teste da luta olímpica Rio 2016, na Arena Carioca 1. A atleta do Sesi-SP e da Marinha do Brasil venceu a chinesa Qian Zhou por desistência após a rival sofrer uma lesão. O ouro da categoria até 75kg do estilo livre do wrestling ficou para a atual campeã Mundial e do Pan, Adeline Grey (EUA), algoz da brasileira na luta de abertura. Segundo Aline Silva, o resultado na competição deu um gostinho olímpico pra ela. ”Fico bastante contente em disputar um evento no mesmo local dos Jogos, que serão em agosto. Até lá tem muito treino e dedicação para buscar o pódio para o Brasil. Meu objetivo aqui era ficar com o ouro, mas ainda não estou no meu auge físico e técnico”.

A brasileira espera que na Rio 2016 consiga vencer a Adeline Gray depois de ser derrotada pela norte-americana na final do Mundial 2014, na semifinal do Mundial 2015 e na primeira rodada do Pan 2015. ”A luta foi bem pegada (2 x 0) e acredito que está na hora de vencer a Grey. Estou perto. A Olimpíada será um evento bastante forte tecnicamente, mas certamente estarei pronta para vencer. O objetivo do evento-teste era esse mesmo, procurar os erros para corrigi-los a tempo das Olimpíadas”.

Ucrânia

A atleta brasileira embarca nesta semana para a Ucrânia com a seleção de wrestling. Aline Silva fará treinos no país europeu antes de participar de uma competição. ”Vai ser bom para poder sentir minhas adversárias treinando e a competição será mais uma chance de testar o nosso treinamento. Vamos ver o que está dando certo e funcionando, além de corrigir os erros”, contou a atleta que classificou o Brasil para a Olimpíada de 2016 na categoria até 75kg.

Aline é dona do melhor resultado do País na história da luta olímpica. Em 2014, Aline chegou na decisão do Mundial da modalidade e ficou com a prata. A atleta do Sesi-SP é uma das principais esperanças de medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrem em um ano no Rio de Janeiro. A boa regularidade de Aline nos últimos tempos é um fator positivo para quem sonha em brilhar em uma Olimpíada em casa. Além do bronze no Pan de Toronto, a atleta do Sesi-SP alcançou em 2015 seu 11ª título brasileiro de luta olímpica na categoria até 75kg, ficou em terceiro lugar do pan-americano da modalidade no Chile. Em 2014, a lutadora também faturou o ouro nos Jogos Sul-Americanos, no Mundial Militar e no Grand Prix de Paris, alcançando o 3° lugar no ranking mundial.

Aline Silva é treinada por Pedro Garcia, Angel Aldama e Alejo Morales. A atleta de 29 anos defende o Sesi-SP e a Marinha do Brasil, tendo patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Siga a atleta em www.facebook.com/alineluta
e no site http://alinesilvalutaolimpica.com.br

Thiago Pereira confirmou, nesta sexta-feira (18), índice de participação olímpica nos 200 m medley. Em Palhoça (SC), o atleta ficou em segundo lugar na disputa do Brasileiro Senior / Troféu Daltely Guimarães com a marca de 1min58s32. O tempo exigido era de 2min00s28. Feliz com o resultado, o nadador do Minas Tênis Clube disse que o índice coroa uma temporada especial na sua carreira. Em 2015, Thiago Pereira quebrou o recorde de medalhas pan-americana com 23 pódios, foi vice-campeão mundial dos 200 m medley e recebeu muitos prêmios, o último de Atleta da Torcida.

”Meu objetivo era garantir vaga para minha quarta olimpíada. Fechei o ano com chave de ouro após tantas conquistas. Entro em 2016 mais tranquilo. Sobre a prova de hoje, até me surpreendi com o tempo. Estava na cabeça que precisava ficar abaixo de dois minutos. Estou bem cansado, com seis horas de fuso atrasado e apenas um dia de descanso. Tenho muito que treinar daqui pra frente”, disse Thiago Pereira, que não irá nadar no período da tarde.

A segunda chance de vaga olímpica será em abril de 2016 na disputa do Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro (RJ). Apenas dois atletas em cada prova individual garantem vaga. ”Sobre os 400 m medley ou outra prova, a ideia é deixar para abril. O tempo vai ser dizer qual vou levar pros Jogos. 2016 já chegou, parece que a gente estava em Londres ontem e já vai virar o ano. O tempo voa, quando a gente menos espera vamos estar na olimpíada”, contou Thiago Pereira.

O nadador do Minas Tênis Clube terá um período de descanso nas festas de final de ano. O atleta tem compromisso marcado de 4 a 10 de janeiro de 2016, no Rio de Janeiro. O segundo Thiago Pereira Swim Camp será realizado no Marina Barra Clube e no Parque Aquático Maria Lenk. A coordenação geral será do coach Alex Pussieldi.

Thiago Pereira é patrocinado pelos Correios e Speedo International Ltd. O nadador defende o Minas Tênis Clube, tem 29 anos e é natural de Volta Redonda (RJ). É dono de 23 medalhas pan-americanas, um recorde histórico. Em Londres-2012, o atleta conquistou a medalha de prata na prova dos 400 m medley.

O medalhista olímpico também é vice-presidente da Comissão de Atletas da FINA – Federação Internacional de Natação – e integrante das Comissões de Atletas do COB – Comitê Olímpico Brasileiro – e da Odepa – Organização Desportiva Pan-Americana.

Nicholas Santos estava de férias após conquistar a prata no Mundial de Kazan e o ouro no Troféu José Finkel nos 50 m borboleta. Mas, o velocista aceitou novamente o desafio de liderar a equipe brasileira no Raia Rápida, evento de natação disputado neste domingo (13), no Rio de Janeiro (RJ). Não deu outra: mais um título da competição e novamente com uma marca expressiva: 23s08. Feliz com o resultado, o atleta da Universidade Santa Cecília – Unisanta começa seus treinos nesta semana visando os Jogos Olímpicos de 2016, mas em outras provas: os 100 m livre e os 100 m borboleta.

”Não é mais segredo que quero nadar os 100 m borboleta e entrar no grupo do revezamento 4×100 m livre também. Estou bastante motivado e sei que posso me superar. Hoje com 35 anos eu me sinto bem mais preparado física e mentalmente do que quando tinha 27 ou 28 anos.

Sobre o Raia Rápida

O Brasil venceu mais uma vez o Desafio Raia Rápida de Natação com o quarteto formado por Daniel Orzechowski, Felipe França, Nicholas Santos e Henrique Martins. Destaque da equipe, o atleta Nicholas Santos ganhou todas as baterias dos 50 m borboleta, com 23s08 na final, e levou pra casa o prêmio.

O velocista foi o mais rápido nas três rodadas. Abriu com 23.83, único a quebrar a barreira dos 24 segundos, depois levou com 23s45 e na final 23s08, um centésimo melhor do tempo do Mundial de Kazan, chegando ao inédito tricampeonato da prova. Nicholas voltou no revezamento e ajudou o quarteto bater em primeiro lugar também.

Nicholas Santos defende as cores da Unisanta. O atleta olímpico é patrocinado por Correios, Speedo e Exército Brasileiro. Entre os títulos do nadador de Ribeirão Preto (SP) destaque para o ouro no Mundial de Istambul 2012 e prata no Mundial de Kazan 2015 nos 50 m borboleta, ouro nos revezamentos 4×50 m medley masculino e misto no Mundial de Doha 2014, ouro no revezamento 4×100 m livre de Guadalajara 2011 e Rio 2007 e o ouro da Universíade de Bangkok 2007 nos 50 m livre.

Foto: Satiro Sodré / SSPress

Um dos maiores nomes da modalidade está otimista com o legado olímpico e a atuação dos atletas que irão representar o país nos Jogos em casa

Após participar de três Olimpíadas, Juraci Moreira pretende ajudar o Brasil mais uma vez nos Jogos do Rio 2016, só que agora do lado de fora das pistas. Com apoio do Comitê Olímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), o hexacampeão brasileiro está desde o segundo semestre de 2014 atuando na área de gestão esportiva visando contribuir para crescimento da modalidade em todas as suas vertentes.

Segundo dados da CBTri, estima-se que haja mais de 25 mil praticantes em todo o país, sendo mais de 3 mil atletas filiados e 24 federações formadas. “Temos que aproveitar a oportunidade não apenas para colocar o Brasil entre as melhores equipes do mundo, mas principalmente olhar com mais cuidado para a nova geração, já pensando em 2020, 2024 e, claro, para esses amantes da modalidade quem têm sido os grandes responsáveis pelo crescimento constante dos eventos nacionais”, conta o triatleta.

Com a prorrogação da Lei de Incentivo ao Esporte até 2022, Juraci Moreira acredita que essa será um das principais ferramentas disponíveis para captar recursos e investir em projetos que beneficiem a modalidade.

“Já foram investidos mais de R$ 1 bilhão no esporte brasileiro desde que entrou em vigor em 2006. Hoje a comunidade do triatlo busca proporcionar uma experiência diferenciada aos praticantes, fidelizando os que estão a mais tempo na modalidade e também atraindo novos entrantes. Quero que o triathlon cresça, se torne cada vez mais popular e que sua gestão no Brasil seja exemplo. Por isso, meu trabalho segue firme e forte, na prática e nos bastidores. Sempre é possível melhorar e chegar mais longe”, reafirma o terceiro sargento do exército.

No último fim de semana (1º e 2 de agosto) foi realizado no Rio de Janeiro (RJ) o evento-teste da modalidade para os Jogos de 2016 na Praia de Copacabana. Juraci Moreira acompanhou tudo de perto como a preparação dos atletas, da equipe técnica e dos organizadores para o principal evento poliesportivo mundial.

“Fiquei muito feliz em estar reunido com estes atletas, agora no outro lado, mas com a mesma emoção e comprometimento de sempre. Posso afirmar que foi perfeito. Lembrei muito do Pan de 2007 quando fui medalhista correndo na orla de Copacabana completamente lotada de torcedores, para um atleta este carinho torcida e euforia com certeza incentiva e empurra o atleta a chegar no seu limite. A Olimpíada no Brasil vai ser a maior e melhor de todas”.

Juraci Moreira é um dos maiores nomes do esporte olímpico brasileiro. O triatleta tem três participações olímpicas: Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008. No currículo está a medalha de bronze Pan-Americana nos Jogos de 2007, no Rio de Janeiro. Em 2014, o atleta disputou pela primeira vez o Ironman, principal prova de longa distância modalidade.

Thiago Pereira abriu a prova do revezamento 4×200 m livre e ajudou o Brasil a ficar com a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no Parque Aquático Maria Lenk. Rodrigo Castro, Lucas Salatta e Nicolas Santos completaram o time que fez 7min12s27 também garantiu aos brasileiros o novo recorde pan-americano do revezamento 4x200m livre.

 

 

Thiago Pereira falou ao Metro Rio sobre a temporada 2014 e sobre os desafios até 2016. veja o bate-papo

Quais momentos de Londres permanecem vivos em sua memória?
A Olimpíada de 2012 foi especial. Lembro todos os dias daquele 28 de julho. Foi um dos meus melhores momentos na carreira e uma emoção indescritível. Londres está eternizada em uma tatuagem que fiz. Coloquei o tempo dos 400 metros medley em numeral romano na pele.

Há um temor geral que as manifestações de junho do ano passado se repitam na Copa do Mundo. Você crê que esses protestos acontecerão também na Olimpíada?
As manifestações, desde que sejam por um propósito e sem violência, são válidas. O povo brasileiro precisa se unir para acabar com muita coisa errada que ainda nos assola. Mudanças não acontecem do dia para noite, mas aos poucos os brasileiros começam a ter mais participação nos caminhos do país. Sobre as manifestações na Copa, eu acredito que podem ocorrer, porque temos eleições poucos meses depois. Já na Olimpíada, não tenho como prever.

Quem podem ser seus principais adversários na Olimpíada de 2016?
Ainda é cedo para dizer quem vai nadar. A partir do Mundial de 2015, em Kazan, teremos uma noção mais clara dos principais nadadores. Só garanto que estarei brigando pelo ouro nos 200m medley.

Às vésperas da Olimpíada, o Brasil ainda tem uma estrutura esportiva que engatinha. Você acha que essa competição vai deixar algum legado para o país?
Acredito que a Olimpíada possa deixar um legado, mas é preciso trabalhar, aumentar as instalações esportivas e apoiar os outros esportes mais constantemente. É um processo lento. Mas acho que dá para aumentar, por exemplo, o número de arenas, centros de treinamentos e parques aquáticos. Se parece ter dado certo com a Copa do Mundo de futebol, pode dar com as modalidades olímpicas.

Recentemente, o caso de doping do ciclista Lance Armstrong gerou uma grande polêmica. Como você vê o uso de substâncias proibidas no esporte e, especificamente, na natação?
O esporte de alto rendimento, inclusive a natação, vive sob permanente vigilância para diagnosticar e punir o doping. Os casos fazem parte do esporte e as autoridades fazem atualizações constantes para combater o problema, que sempre existiu.

Na prática, como isso acontece?
A Federação Internacional de Natação (FINA) e a entidade que fiscaliza os casos de doping fazem o chamado passaporte biológico: é colhido o sangue em todos os grandes eventos e as informações são arquivadas. Mesmo assim, a questão do doping é chata, pois todo atleta faz de tudo para se superar e, se estiver burlando as regras, perde a real filosofia do esporte, que é baseada na meritocracia, aquela onde ganha o melhor.

Este ano, acontecem o Mundial de piscina curta e o Pan-Pacífico. Você pensa em concentrar esforços nas provas de piscina curta?
O objetivo é ser medalhista nas duas competições. A preparação será feita de acordo com o evento. Para o Pan-Pacífico segue a mesma rotina adotada para as competições como a Olimpíada e o Pan-Americano.

E quanto ao Mundial?
No caso do Mundial de curta, a ideia é intensificar mais os treinos de virada e ondulação, que podem definir resultados. Como a piscina é menor, os atletas usam mais esse fundamento. Sempre digo que nadar em piscina curta é uma outra natação.

Esperando por Michael Phelps

Os bastidores da natação estão em ebulição com a possível volta de Michael Phelps, maior medalhista olímpico da história, às piscinas. O americano voltou a lista dos atletas que são submetidos ao exame antidoping e retomou os treinamentos. Antes de voltar a competir, um dos maiores nomes do esporte precisa ficar nove meses limpo nos testes a que for submetido. A volta de Phelps interessa diretamente a Thiago Pereira, vizinho de raia nas provas de medley.

“Tem grandes chances de ele voltar. Para mim é um estímulo a mais. Ele é um grande competidor, é o maior atleta olímpico da história”, ressalta Thiago.

O brasileiro esbanja orgulho ao falar de seus resultados, de Phelps, e de outros adversários como Ryan Lochte e Laszlo Cseh.

“Tenho a honra de fazer parte desta geração, que é a maior do nado medley de todos os tempos”, destaca.