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Depois de uma temporada treinando e competindo nos nos Estados Unidos, ao lado de alguns dos maiores atletas da natação mundial, os brasileiros Rodrigo Correia e Vinicius Lanza estão prontos para fazer história. A dupla compete a partir de terça-feira (02) no Troféu Maria Lenk de natação, no Rio de Janeiro (RJ), um dos eventos mais prestigiados da natação nacional.

Os dois jovens nadadores foram os únicos representantes do Brasil na primeira divisão da Liga norte-americana (NCAA) e retornam para casa focados em atingir o índice para o Mundial de Budapeste, o grande objetivo do semestre.

“Treinei muito, me preparei o melhor que pude e agora é a hora de colher os frutos desta temporada. Estar aqui nos Estados Unidos tem me ajudado muito. É um sonho poder morar fora, estudar e fazer o que eu mais gosto, que é nadar”, conta Vinícius Lanza, campeão brasileiro nos 100 m borboleta em 2016 e estudante da Indiana University.

Assim como Lanza, Rodrigo teve a ajuda da Dream Big Club, empresa especializada no processo de recrutamento de estudantes para ensino superior no exterior, para admissão em duas instituições de ensino de primeira linha. A empresa tem como sócios os ex-nadadores olímpicos Nicolas Oliveira e Henrique Barbosa, que acompanham de perto a evolução desses potenciais talentos do Brasil e prestam toda a assistência necessária para contribuir com rendimento e aprimoramento deles.

“Tive a oportunidade de acompanhá-los na NCAA e vê-los nessa evolução e ainda poder ajudar é muito gratificante para mim. Ambos foram destaque nas suas respectivas universidades e acho que eles têm tudo para conseguir seus melhores resultados no Maria Lenk. O Lanza briga para manter seu título do ano passado e o Rodrigo faz parte da nova geração de nadadores de costas do país, uma prova que está faltando representantes de alto nível na natação brasileira”, completa Henrique Barbosa, ex-atleta da Seleção Brasileira e sócio da Dream Big Club.

O Troféu Maria Lenk será disputado até sábado (06) no Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca, zona sul da capital fluminense. As finais começam às 17h30 de terça à quinta e às 19h na sexta-feira e no sábado, com transmissão ao vivo do canal SporTv nos últimos dois dias de competição.

Dream Big Club

A Dream Big Club (DBC) é uma empresa referência no mercado brasileiro na prestação de serviço de assessoria no processo de intercâmbio esportivo. A empresa busca auxiliar jovens brasileiros à encontrar a instituição que tenha o perfil desejado pelo cliente e também possa aproveitar ao máximo suas qualidades e virtudes, fazendo com que esses talentos em potencial tenham a chance de alcançar uma carreira acadêmica, esportiva e profissional bem sucedida.

Os sócios da DBC são atletas olímpicos e integrantes da seleção brasileira de natação, que decidiram aproveitar tanto a vivência adquirida durante todo processo de seleção, admissão e ingresso em Universidades dos Estados Unidos, como sua ampla rede de contatos no meio da natação para proporcionar uma experiência diferenciada de intercâmbio esportivo para seus clientes. Henrique Barbosa é formado em Administração pela Universidade da Califórnia e medalhista de bronze no Mundial de Piscina Curta de Dubai 2010 no 4×100 m medley. Nicolas Oliveira é formado em Economia pela Universidade do Arizona e pentacampeão pan-americano, com cinco medalhas nos Jogos do Rio 2007, Guadalajara 2011 e Toronto 2015.

Mais informações no site www.dreambigclub.com.br

O medalhista olímpico Thiago Pereira anunciou, nesta quarta-feira (29), durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, seu adeus da natação após mais de 15 anos como atleta profissional. O nadador de Volta Redonda (RJ) é o maior vencedor da modalidade na história do Brasil, com medalhas em todos os principais eventos nacionais e internacionais da natação. A prata olímpica em Londres 2012, o recorde de pódios em Jogos Pan-Americanos – com 23 medalhas, três medalhas em mundiais de longa, além das inúmeras conquistas locais falam por si só.

”Me sinto realizado. Ás vezes com 15, 16 anos a gente não sabe onde vai chegar, mas hoje olho para trás e bate aquela sensação de que realmente valeu a pena. A gente abre mão de muita coisa, encontros familiares, festas e na maioria das vezes a gente não chega lá. O esporte é uma carreira dura e difícil, então a pergunta é: Por que fazemos isso? Por que praticamos todos os dias essa emoção que é viver os centésimos entre o toque na placa e o olhar no placar, que nos separa de um sonho. São as melhores sensações do mundo. Isso sem falar nas amizades construídas durante todo esse período, não só no Brasil mas em todo o mundo. Antes de mais nada me sinto muito feliz pois sei que fiz o meu melhor. Agora estou disposto para enfrentar os próximos desafios e que venham as batalhas”, disse o nadador.

Fora das piscinas, Thiago Pereira tem uma atuação destacada, sendo vice-presidente da comissão de atletas da FINA (Federação Internacional de Natação), integrante do comitê da ODEPA (entidade que administra o esporte na América) e pioneiro na realização de clínicas de natação de alto-rendimento. O medalhista olímpico lembra ainda que se aposenta das competições e não da natação.

”A natação vai ser minha vida pra sempre. Meu objetivo a partir de agora será contribuir para o fomento da natação competitiva. Algumas coisas já estão acontecendo, como o Thiago Pereira Swim Camp e o Troféu Thiago Pereira. Venho também me preparando para dar palestras. Além disso, pretendo levar a mensagem de que nadar salva vidas. Muitas das pessoas não sabem, mas, o Brasil é o terceiro país com o maior número de mortes por afogamento, ficando atrás do Japão e da Rússia. Por isso, vou seguir trabalhando forte para ajudar meu país à diminuir esse índice”

A trajetória

O nadador mais completo da história da natação brasileira começou sua carreira em Volta Redonda, sua cidade natal, defendendo o Clube dos Funcionários. Sempre incentivado pela mãe Rose Vilela, o garoto disputou em 1998 seu primeiro campeonato oficial com um bronze nos 100 m livre (1min11). Em 2002, já defendendo o Minas Tênis Clube, Thiago obteve suas primeiras medalhas no Troféu Maria Lenk, antigamente chamado de Troféu Brasil. Prata nos 200 m medley (2min06s33), 400 m medley (4min33s06) e 200 m peito (2min18s84). Em 2003, o atleta faturou seu primeiro título nacional absoluto: ouro nos 400 medley (4min24s74). Ele nunca mais perdeu a prova que anos mais tarde seria a da prata olímpica!

A sua primeira participação em Jogos Pan-Americanos foi em Santo Domingo 2003 com duas das 23 medalhas que ganhou. A estreia de Thiago Pereira em Mundiais de longa foi em Barcelona 2003. Um ano depois, ele se classificou pra olimpíada de Atenas 2004, chegando até a Rio 2016 em todas as finais dos 200 m medley. Thiago foi campeão mundial piscina curta em Indianápolis 2006 nos 200 medley.

Mas foi a prata olímpica em Londres 2012, batendo nada mais nada menos que Michael Phelps, o momento mais importante de sua carreira. ”Foi a realização de um sonho, uma medalha que tanto merecia saiu em 2012 naquele 400 m medley, a prova mais difícil de todas”.

Thiago Pereira nadou pela última vez no Troféu José Finkel 2016 na piscina do Clube Internacional de Santos, mas foi na final olímpica da Rio 2016 que o atleta fechou sua trajetória de sucesso na modalidade. Foi contra o maior atleta olímpico de todos os tempos, Michael Phelps, que o brasileiro rivalizou até a última virada. Ele confessa que ouvir os gritos de Vai, Thiago durante os 200 m medley da Rio 2016 foi um dos momentos mais emocionantes de sua carreira.

As conquistas de Thiago Pereira

* 724 medalhas somadas de 1998 à 2016
* Maior vencedor brasileiro e sul-americano de provas da Copa do Mundo da FINA (38 vitórias)
* 12º maior vencedor de provas na Copa do Mundo da FINA (38 vitórias)
* Rei da Copa do Mundo de 2010 e único latino americano a conquistar o título
* Brasileiro com o maior número de vitórias (12) em provas de Grand Prixs dos Estados Unidos
* Maior medalhista brasileiro em competições internacionais – 34 medalhas entre Mundiais (piscinas Curta e Longa), Jogos Olímpicos, Jogos Pan-Americanos e Pan Pacífico
* Maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos entre todos esportes e países (23 medalhas)
* Segundo maior medalhista de ouro da história dos Jogos Pan Americanos atrás apenas do ginasta cubano Erick Lopez – 15 medalhas de ouro.
* Por duas vezes o maior medalhista brasileiro em Jogos Pan-Americanos com o recorde de 8 medalhas numa mesma edição, no Rio 2007 e em Guadalajara 2011.
* Único brasileiro finalista olímpico quatro vezes na mesma prova (200 m medley).
* Nadador brasileiro com mais finais individuais olímpicas (6 finais).
* Maior vencedor da história de uma mesma prova no Troféu Maria Lenk, os 400 medley por 13 anos consecutivos.
* Único nadador brasileiro medalhista em campeonatos nacionais absolutos nos quatro estilos.
* Segundo maior vencedor da natação no Prêmio Brasil Olímpico (três vezes).
* Bicampeão do Prêmio Brasil Olímpico como melhor atleta do ano.
* Swimmer of the Year pela Swimming World Magazine em 2007.
* Recordista mundial 100 medley em piscina curta em 2007.

Os principais nadadores em atividade no país disputam, neste sábado (18), o Torneio Regional de São Paulo, de Juvenil à Sênior. A competição, que é organizada pela FAP (Federação Aquática Paulista), será realizada na piscina de 50 metros do Esporte Clube Pinheiros. O torneio será dividido em duas etapas, a primeira começa 8h20 e a segunda às 15h. O evento pode ser encarado como preparação para o Troféu Maria Lenk, que é seletiva para o Mundial de Desportos Aquáticos de Budapeste 2017.

Destaque das provas de peito, Jhenny Alves está vai nadar duas: os 200 metros peito e os 50 metros peito. A jovem nadadora, de 19 anos, foi a representante brasileira no estilo de peito nos Jogos Olímpicos Rio 2016, fazendo parte do revezamento 4x100m medley feminino.

Luiz Altamir, novo nadador do Esporte Clube Pinheiros, vai competir em quatro provas: os 200 m livre, 400 m livre, 200 m borboleta e 200 m medley. ”É um novo momento na minha carreira e meu objetivo principal é ganhar a vaga do Mundial em abril, no Maria Lenk”.

Já o jovem nadador Matheus Gonche cai na água para se preparar também para o Campeonato Sul-Americano Juvenil A e B, que será realizado entre os dias 15 e 23 de abril em Cali, na Colômbia. Gonche vai nadar todas as provas individuais do nado borboleta, estilo que é especialista (50,100 e 200 metros), além disso ele disputa os 200 m livre e 200 m medley. Além do Sul-Americano, o jovem nadador, que visa as olimpíadas de 2020, tem como principal competição da temporada o Troféu Maria Lenk.

Matheus Santana vai fazer sua estreia em grandes competições nesta temporada. O nadador, que disputou no mês passado uma pequena competição na Suíça apenas para treinamento, defende pela primeira vez o time da SwimMac, da Carolina do Norte, em um Grand Prix norte-americano. Matheus e a equipe baseada em Charlotte disputam entre quinta-feira (2) e sábado (4) a segunda etapa do Arena Pro Swim Series, que ocorre em Indianápolis, no estado de Indiana, nos Estados Unidos. O atleta de 20 anos vai nadar em Indiana as provas que é especialista: os 50 e 100 metros livre e os 100 metros borboleta.

Matheus tem como principal objetivo na temporada fazer os índices necessários no Troféu Maria Lenk para disputar a principal competição do ano, o Mundial de Desportes Aquáticos, que ocorre em Budapeste, na Hungria em julho. A seletiva brasileira deverá ser em maio, no Paraná.

”É uma nova forma de trabalho que estou usando. O primeiro grande desafio será em Indiana e certamente quero nadar próximo dos meus tempos e, pensando num futuro próximo, conseguir melhorar minhas marcas nos 100 m livre. Depois, eu sigo para um training camp de duas semanas em San Diego com a minha equipe antes do retorno a Charlotte. Nesse novo ciclo olímpico, meu objetivo será treinar nos Estados Unidos! O grupo em Charlotte me acolheu super bem e espero representar a equipe dando meu máximo, estamos em período de treinos pesado focando a seletiva do mundial que acontece em maio”, disse Matheus Santana, que também defende a Universidade Santa Cecília nos eventos no Brasil.

Aproximadamente 500 nadadores irão competir na piscina da Indiana University Natatorium, entre eles muitos medalhistas olímpicos da Rio 2016, como Nathan Adrian, Cody Miller, Penny Oleksiak, Adam Peaty e Federica Pellegrini.

Saúde em dia

Campeão olímpico da juventude e quatro vezes recordista mundial de natação, o carioca Matheus Santana convive diariamente com o diabetes tipo I (quando a pessoa produz pouca ou nenhuma insulina), doença descoberta ainda aos 8 anos de idade. Mesmo longe do Brasil e da família, o atleta cuida do problema – que não o atrapalha nas piscinas – com cada vez mais disciplina e atenção.

A natação tornou-se uma importante aliada de Matheus no controle diário do diabetes. A realização de atividade física reduz os níveis de glicose e melhora a ação da insulina, e a natação melhora a vascularização, alem de auxiliar no retorno venoso durante o exercício. A necessidade de controlar a doença, por outro lado, ajudou Matheus a dar um “upgrade” na carreira dentro das piscinas.

Sobre Matheus

Matheus Santana tem 20 anos e já está no hall dos grandes nomes da natação brasileira e mundial. O nadador carioca tem resultados expressivos, que chamam a atenção na prova dos 100 m livre. O recorde mundial júnior – 48s25 – e as três medalhas na Olimpíada da Juventude, incluindo a de ouro na distância, são suas marcas importantes. Em 2015, o nadador conquistou ouro no Pan de Toronto no revezamento 4×100 m livre e o quarto lugar na mesma prova no Mundial de Kazan. O atleta foi integrante do revezamento 4×100 m livre nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e atualmente defende o time Elite SwimMac, em Charlotte, na Carolina do Norte, além da Universidade Santa Cecília – Unisanta.

Mais informações no site www.matheussantanaoficial.com.br

A nadadora olímpica Jessica Bruin Cavalheiro e outros atletas que representaram o Brasil na Rio 2016 fizeram uma ação solidária com crianças e adolescentes do Guarujá (SP), nesta quinta-feira (22). Ao lado dela, estavam Brandonn Almeida, Bruna Primati, Fábio Santi e Diogo Yabe, também nadadores, Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, e os jogadores de polo aquático Gustavo “Grummy” Guimarães, Gustavo Coutinho, Maurício e Rudá Franco. O grupo esteve com as crianças da comunidade da Vila Baiana no campo de futebol do Estrela.

A nadadora olímpica Jessica Bruin Cavalheiro e outros atletas que representaram o Brasil na Rio 2016 farão uma ação solidária com crianças e adolescentes do Guarujá (SP), nesta quinta-feira (22). Ao lado dela, estarão Brandonn Almeida e Bruna Primati, também nadadores, Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, e os jogadores de polo aquático Gustavo “Grummy” Guimarães e Rudá. O grupo fará duas ações na cidade do litoral sul de São Paulo, começando com as crianças da comunidade da Vila Baiana no campo de futebol do Estrela, a partir de 10h. A presença do Papai Noel com entrega de presentes está garantida.

À noite, os atletas estarão na feira de livros na praça ao lado do Shopping Center La Plage, na Praia de Pitangueiras, a partir das 19 h, para um bate-papo e sessão de autógrafos. “Queremos dar o exemplo às crianças e mostrar que o esporte é um bom caminho a trilhar. Nosso objetivo é incentivar a prática desportiva e proporcionar um Natal mais alegre pra essa garotada”, explica Jessica, pentacampeã brasileira nos 200m livre. “Vai ser um evento bacana, com Papai Noel e tudo. Estaremos lá pra oferecer nosso carinho, apoio e estímulo para as crianças, mas o ganho é nosso. Vamos crescer muito com essa iniciativa”.

Jessica Bruin Cavalheiro tem 25 anos e defende as cores do Sesi-SP. Mineira de Belo Horizonte (MG), a atleta é treinada por Fernando Vanzella e tem o patrocínio dos Correios. Jiba, como é carinhosamente chamada pelos amigos, é pentacampeã brasileira dos 200 m livre e é duas vezes medalhista de prata pan-americana. Jessica deu as primeiras braçadas ainda criança. Aos 10 anos já integrava a equipe do Minas Tênis Clube. A atleta também passou pelo Fluminense.

Há muito espaço para se explorar na natação
Olá amigos leitores do LANCE! Volto a escrever no Espaço dos Campeões, uma coluna que pude colaborar durante todo ciclo olímpico da Rio 2016 com informações sobre a natação e minha preparação para este que foi um dos eventos mais importantes da minha carreira. Quem me acompanha nas redes sociais sabe que adoro dar dicas e passar um pouco do que aprendi nessas décadas como atleta profissional. Muitas vezes sou questionado como faço uma virada mais eficaz, como consigo uma saída de bloco mais rápida, como executar da melhor forma um estilo.
…É fundamental para evolução de qualquer atleta, seja ele profissional ou amador, buscar conhecimento! Estamos em um momento especial pra isso. Em 2015, com a ajuda de uma equipe de especialistas na modalidade liderados pelo coach Alex Pussieldi, desenvolvi minha primeira clínica de natação, os chamados swim camps – febre nos verões dos Estados Unidos.Temos tudo para formar campeões no futuro e saber que de alguma forma eu estou contribuindo para isso é muito motivador.
A terceira edição do Thiago Pereira Swim Camp acontecerá em janeiro de 2017, de 15 a 21, no Centro Paralímpico Brasileiro. Entre as várias novidade teremos a participação de nadadores paralímpicos e convencionais no mesmo Swim Camp e, pela primeira vez no Brasil, participando juntos da mesma competição: a primeira edição do Troféu Thiago Pereira. O evento que acontece no dia 21 de janeiro é aberto a nadadores federados ou não, de todas as classes, os quais nadarão todos os estilos. Além da premiação por prova, serão reconhecidos os nadadores que tiverem a melhor soma dos quatro tempos por categoria. Quem sabe em 2020 não tenha um coleguinha de raia nadando comigo honrando a bandeira do Brasil?
Estamos em um período de renovação e decisões importantes que irão definir os rumos da modalidade para Tóquio 2020. É um momento de ouvir todas as partes e buscar o melhor pra todos. Como venho dizendo, eu vou definir ano a ano meus objetivos para o próximo ciclo olímpico.
Recentemente estive no Canadá para uma reunião da FINA e torcer para os brasileiros no Mundial de Curta. Como vice-presidente da Comissão de Atletas, tive a oportunidade de passar um pouco da minha experiência olímpica e discutir com todos os executivos da entidade medidas importantes para fazer com que a natação e os esportes aquáticos evoluam.
É isso, pessoal. Em breve voltamos aqui pra falar mais de natação e aproveito, mais uma vez, para convidá-los a nadar comigo em janeiro, na cidade de São Paulo. Feliz Natal e um Feliz 2017. #VaiThiago

A evolução olímpica da natação feminina. Por Jessica Bruin Cavalheiro
Olá amigos leitores do LANCE! A cultura esportiva brasileira tem como base historicamente o futebol, que nunca premia o esforço do segundo colocado ao último. Só vale quem vence. Com a Rio 2016, os brasileiros tiveram a chance de enterrar essa monocultura e os reflexos disso vamos saber em breve. A natação, minha modalidade que defendo desde criança, não teve medalhas na piscina e trouxe uma inédita conquista na maratona aquática, com o bronze da Poliana Okimoto. As criticas devem ser aceitas e para Tóquio 2020 acredito que muita coisa deve ser mudada nas piscinas, mas uma delas precisa ser ainda mais impulsionada: a natação feminina. Sim, as meninas melhoraram e muito seus resultados, algo que era impensável em edições passadas.
Mas para chegar na Rio 2016 foi criado em 2012 um projeto direcionado à natação feminina pela CBDA, Correios e o Ministério do Esporte. O Sesi-SP, do qual faço parte, também teve uma parcela fundamental nessa evolução, assim como outros clubes formadores. Tivemos para o projeto um técnico exclusivo para as mulheres da seleção – Fernando Vanzella – e inúmeras ações internacionais, que foram fundamentais para os resultados. Competir em nível mundial tem o intuito do intercâmbio! Nós aprendemos muito, pois competir ao lado dos campeões do mundo fez a diferença. Vimos como eles se prepararam, nos acostumamos com o ambiente e nos sentimos de igual para igual, não com inferioridade. Infelizmente na América do Sul não existe uma competitividade muito grande e isso nos faz acomodar com os resultados, e quando viajamos para fora e encaramos elas, acreditamos que somos capazes e que temos que trabalhar duro para ficar no topo. Oito anos no mínimo foram necessários para esse trabalho duro dar resultado nos Jogos. Projetos como estes trazem os resultados a longo prazo, as meninas cresceram muito no cenário mundial.  Tivemos a nossa primeira campeã mundial – Etiene Medeiros, o bicampeonato do Mundial de Curta de 2014 e o do último sábado, e uma das melhores campanhas olímpicas, imagino que em mais quatro anos neste ritmo podemos contar com uma medalha feminina sim nas piscinas!
Na Rio 2016 os nadadores brasileiros quebraram cinco recordes no total, sendo quatro sul-americanos e um recorde brasileiro. Desses recordes, podemos destacar a participação feminina em três deles. Etiene Medeiros quebrou a melhor marca sul-americana dos 50m livre (24s45) e brigou braçada a braçada pelo pódio. A Manuella Lyrio nos 200m livre nadou para 1min57s28. E a equipe feminina do revezamento 4x200m livre estabeleceu uma nova marca sul-americana na prova, com o tempo de 7min55s68. Participei desse histórico quarteto sendo a segunda brasileira a cair na água. Dei o meu melhor e sei que todas tentaram se superar para escrever nosso nome na história.
Na Olimpíada fiz minha última prova defendendo a seleção brasileira. Deixo o espaço para as novas gerações que farão a natação feminina cada vez mais forte de Tóquio 2020 em diante. A Jessica Bruin Cavalheiro deixa de cair na água para competir, mas continuará a fomentar a modalidade e apoiar as meninas nadadoras a serem campeãs na vida e no esporte. Eu e minha equipe multidisciplinar planejamos muitas ações e clínicas com esse objetivo.

No auge aos 36 anos, Nicholas Santos encara o seu sétimo Mundial de Piscina Curta, em Windsor, Canadá, em busca de superação. O atleta da Unisanta quer quebrar o recorde sul-americano dos 50m borboleta, 22s08, tempo que valeu a ele a prata na última edição da competição, e ficar mais próximo do melhor tempo no mundo, 21s80, do alemão Steffen Deibler. Se vier com o bicampeonato mundial na prova, sua favorita, ainda melhor. O primeiro ouro foi conquistado em 2012, em Istambul.

“Quero nadar pra 21 segundos. Venho treinando muito bem e tenho grandes chances. É difícil falar em recorde mundial, mas acho que 21s80 é um tempo palpável, também”, diz Nicholas Santos. O atleta volta a enfrentar seu principal adversário, o sul-africano Chad Le Clos, que ficou com o ouro nos 50m borboleta em 2014, em Doha. “O Le Clos é o grande adversário, e ainda tem outros nadadores rápidos para essa prova, como o Andrii Govorov.”

A estreia de Nicholas Santos em Windsor será nesta quinta-feira (9). O nadador entra na piscina para buscar o bicampeonato mundial com o revezamento 4x50m medley misto, ao lado de Etienne Medeiros (costas), Felipe França (peito) e Larissa Oliveira (crawl). O mesmo time conquistou o ouro em Doha. Ainda na quinta-feira, Nicholas disputará as eliminatórias dos 50m livre. No dia seguinte, inicia a briga por mais um ouro nos 50m borboleta. “No decorrer da competição, vou selecionar a prova em que tenho melhor chance de medalhar pra ir até a final”, explica o nadador.

O Mundial de Piscina Curta de Windsor não deve ser a última competição de Nicholas Santos. O nadador pretende seguir defendendo a Unisanta em 2017. “Fui medalhista no Mundial de Kazan, em 2015. No Troféu José Finkel deste ano, embora não tenha conseguido uma vaga para os Jogos do Rio 2016, me arrisquei numa prova completamente, os 100m borboleta. Fiz o índice, com 42s30, e infelizmente fiquei com a terceira vaga. Mas ganhei as três provas que nadei e ajudei meu clube. Pelos meus resultados, eu ainda me mantenho como um dos mais rápidos do mundo, então meu objetivo é continuar nadando”, destaca o atleta.

Os outros brasileiros no Mundial de Curta de Windsor

Nicholas Santos aposta num bom desempenho da seleção brasileira na competição no Canadá, apontando Etienne Medeiros, Felipe França, Felipe Simas e Thiago Simon como os principais candidatos ao pódio pelo Brasil. “O Simon nadou muito bem os 200m livre em piscina curta na última competição seletiva para o Mundial. Se ele nadar próximo do que já nadou ou até melhor, com certeza garantirá uma medalha”, acredita.

Por outro lado, Nicholas lamenta a ausência de outros nomes fortes da natação brasileira em Windsor, como Guilherme Guido e Cesar Cielo. “O 4x50m medley masculino também seria um revezamento muito forte, com o Guilherme Guido de costas, o Felipe França de peito, eu de borboleta e o Cesar Cielo de crawl. É um revezamento que também ganhou o ouro em Doha. Mas dessa vez não temos nenhum nadador de costas e nem de crawl, por isso não disputaremos medalha. Também ficaremos fora do 4x100m medley”. O Mundial de Piscina Curta segue até o dia 11, com um total de 708 nadadores de 172 países.

Histórico em Mundiais de Curta
O brasileiro vai para seu sétimo Mundial de Piscina Curta (25m). Sua estreia foi em 2002, em Fukuoka, no Japão, ficando com o 13º lugar (24s15) nos 50m borboleta. No Mundial de Indianápolis, nos EUA, o brasileiro subiu ao pódio duas vezes, com a medalha de bronze nos 50 m livre (21s71) e com a prata no revezamento 4×100 m livre masculino. Em Shangai, 2006, Nicholas foi o quinto nos 4×100 livre e sétimo nos 50 livre (21s90).

No Mundial de Dubai 2010, foi medalhista de bronze no 4×100 livre e quarto lugar nos 50m borboleta (22s45). Em Istambul 2012, Nicholas se tornou campeão mundial dos 50 metros borboleta. O ouro veio com o tempo de 22s22.

No último Mundial de Curta realizado em Doha, em 2014, estabeleceu sua melhor marca pessoal nos 50m borboleta, além de ter batido o novo recorde brasileiro e sul-americano da prova. Ao nadar a prova em 22s08, ele ficou com a medalha de prata. O nadador também venceu dois revezamentos com a equipe brasileira, o 4x50m medley misto e a versão masculina.

Nicholas Santos defende as cores da Unisanta. O atleta olímpico é patrocinado por Speedo e Exército Brasileiro. Entre os títulos do nadador de Ribeirão Preto (SP) destaque para o ouro no Mundial de Istambul 2012 e prata no Mundial de Kazan 2015 nos 50 m borboleta, ouro nos revezamentos 4×50 m medley masculino e misto no Mundial de Doha 2014, ouro no revezamento 4×100 m livre de Guadalajara 2011 e Rio 2007 e o ouro da Universíade de Bangkok 2007 nos 50 m livre.

O Brasil volta a ter um representante nos 400 m livre da Olimpíada depois de 12 anos. Luiz Altamir será o nadador do País na prova na Rio 2016 após os resultados do Troféu Maria Lenk, evento-teste da modalidade que ocorre no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro (RJ). O atleta do Flamengo confirmou sua participação na primeira seletiva, ainda em dezembro de 2015, no Open de Palhoça (SC), com 3min50s32. ”Estou muito feliz e emocionado! Não tenho palavras para descrever esse momento. É um sonho de criança que se torna realidade hoje. Treinei muito, suei bastante, batalhei todos os dias e agora tenho a chance de defender o meu País na Rio 2016. Espero evoluir ainda mais para baixar meus tempos”, disse o nadador de 19 anos. ”Represento o Brasil desde as categorias de base. No ano passado entrei para a seleção adulta e logo de cara competi o Pan de Toronto. É um orgulho fazer parte deste time”.

Nesta sexta-feira (15), na disputa do Troféu Maria Lenk 2016, Luiz Altamir não nadou abaixo do índice exigido, mas nenhum outro atleta superou sua marca e ele será o único representante do Brasil nos Jogos por enquanto. O último nadador brasileiro que esteve nos 400 m livre em uma Olimpíada foi Bruno Bonfim, em Atenas 2004. Ele não tinha o índice individual, mas competiu a prova porque se classificou para o revezamento 4×200 m livre. Luiz Lima foi o último brasileiro a nadar a prova com índice exigido, ele terminou em 17º lugar nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000.

Motivado para as próximas

Luiz Altamir busca neste sábado (16) o índice de 1min47s97 nos 200 m livre e consequentemente no revezamento 4×200 m livre. No Open de 2015, que valeu como primeira seletiva, o flamenguista fez 1min48s34, o melhor tempo de sua vida na distância. No domingo (17) o jovem de 19 anos compete os 200 m borboleta em busca do índice de 1min56s90. Está balizado com o tempo de 1min58s21.

A última seletiva olímpica é realizada na piscina do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, e vai até o dia 20 (quarta-feira). A competição é a última chance que os atletas possuem para entrar para o time olímpico.

Sobre Luiz Altamir

Luiz Altamir é atleta do Flamengo. O atleta, que é patrocinado pelos Correios, foi campeão pan-americano em 2015, medalhista olímpico da Juventude em 2014 e é uma das promessas da natação brasileira. Aos 16 anos foi morar no Rio de Janeiro (RJ) onde treina com Eduardo Pereira, o Duda, no clube da Gávea e na piscina do Maria Lenk.

Saiba mais sobre Luiz Altamir no site www.luizaltamir.com.br
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