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Leia a coluna do skatista na edição desta terça-feira (22) do jornal LANCE!

Oportunidades 

 

Fala galera, aqui é o Gabriel Fortunato, skatista da nova geração da modalidade. Tenho 19 anos e comecei a andar de skate em Suzano (SP), aos 9 anos de idade. Soltava pipa e jogava bola com meu amigos, mas meu irmão Davison deu um skate pra brincar. Na primeira vez eu cai, mas não desisti e logo ganhei meu primeiro campeonato. Nunca mais pensei em parar, só evoluir! Hoje já sonho em disputar uma olimpíada. Com a entrada da modalidade street em Tóquio 2020, as portas se abriram pra gente.

Nessa década de dedicação ao esporte pude visitar vários países competindo e fazendo amigos e aprendendo com os mais velhos…Foram muitas oportunidades que soube bem aproveitar e continuo as aproveitando. Com muito empenho e dedicação, hoje posso dizer que figuro entre os principais skatistas da nova geração no mundo, um reconhecimento international motivador. O mais legal de tudo isso é ver minha família e meus amigos torcendo por mim e acompanhando meus passos.

Neste domingo, num evento da Nike no Parque do Ibirapuera, o espaço mais democrático de São Paulo para a prática esportiva, pude encontrar outros influenciadores, como Ronaldo Fenômeno, Jô do Corinthians, Fabiana Murer, o Thiago Braz (campeão olímpico) e outros grandes atletas brasileiros. Todos dividindo espaço com sua modalidade Sobre o skate dividir o mesmo ambiente com a corrida e futebol eu acho bem bacana, conhecer pessoas novas através de outro esporte fazer amizade nova e se enturmar com a galera às vezes é bom para o conhecimento, não tem preço. Esporte e cultura salvam e abrem a mente para novas oportunidades na vida de qualquer pessoa, essa ação no Ibiraquera foi muito boa.

Fico por aqui pessoal e deixo uma mensagem: Para você que está começando, a minha dica é nunca desista! Obrigado pelo espaço e até uma próxima, pessoal!

Por Esquiva Falcão ao LANCE
Fala pessoal! Tá chegando a hora da luta mais comentada dos últimos anos no boxe: Floyd Mayweather versus Conor McGregor. O combate em Las Vegas será mais midiático do que técnico, pois o lutador do UFC irlandês é claramente inferior ao Floyd, que é do pugilismo. Seu adversário, não!
Eu acredito que o Mayweather vai dar um show de boxe. Ele não tem pegada para nocautear o Conor McGregor, até porque lutador de MMA aguenta muito soco. Mas sua técnica vai prevalecer no ringue em Vegas. Não vejo chance nenhuma do Floyd Mayweather perder (apesar do esporte pregar peças e surpresas). Ele já enfrentou vários campeões mundiais e ganhou bem! O Conor é do MMA, que nunca lutou boxe na vida.
E digo mais! Se colocar num ringue de boxe eu e o Conor McGregor eu ganho fácil! Parece prepotência minha, mas não é! É a mais pura realidade de quem vive, respira e treina só boxe todos os dias.
E por falar nisso, eu estou me preparando para voltar a colocar o Brasil no topo do ranking mundial profissional. Depois de ter vencido minha 18ª luta, no início do mês, em Los Angeles, já comecei a me preparar para o meu combate de número 19, que será em novembro. Se vencer e o japonês Ryota Murata também, nós vamos fazer a revanche olímpica de Londres-2012. Pode até ser no Brasil essa luta no primeiro semestre de 2018. Já disse isso aqui e repito: Vou tomar o cinturão e a medalha de ouro, que são meus de direito. Ainda não entendi o resultado daquela final em Londres, mas faz parte do esporte.
Amigos, agradeço muito as mensagens de carinho pelas redes sociais @esquivafacao. Fico feliz pelo apoio, principalmente dos mais jovens. Estou aqui no Rio de Janeiro para participar de um projeto social do Rafa Giglio no Vidigal e no programa Criança Esperança. Ajudar o próximo nos faz mais fortes!!!! Não posso também deixar de agradecer meus patrocinadores Netshoes, Everlast e Paris Filmes, que estão me ajudando a alcançar esse sonho.
Um abraço e até a próxima

Leia na íntegra a coluna do LANCE! do ex-nadador e diretor da Dream Big Club sobre a eleição de Miguel Cagnoni.

Nós vamos cobrar

Olá amigos leitores do LANCE! Fico grato por poder colaborar mais uma vez nesse espaço, justamente em um momento histórico e delicado das modalidades aquáticas. Na última sexta-feira, os praticantes e atletas da natação, saltos ornamentais, maratonas aquáticas e polo aquático tiveram a notícia da eleição – bastante previsível – do paulista Miguel Carlos Cagnoni – para presidir a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). A vitória dele acaba de maneira oficial com os mais de 30 anos da presidência de Coaracy Nunes, que está preso junto com ex-diretores da entidade por corrupção. Situação nada positiva para a nossa imagem internacionalmente.

As ideias de renovação e gestão são super bem-vindas e não tem como voltar aos métodos antigos. Retrocesso jamais. Foi histórica a foto de Leo de Deus votando na eleição de sábado, mas nós atletas não vamos parar por aí, queremos que outros representantes da modalidade tenham esse poder de fotos e de vez assumam o poder.

O movimento #nossomosanatacaobrasileira não acaba aqui. Foi dada a chance ao novo presidente e ele teve apoio de muitos atletas! Isso não garante que a coisa vai mudar. Só vai mudar se a gestão eleita cumprir suas metas. Nada vai adiantar se as novas gerações não receberem atenção devida. O que se vê hoje é o descaso. Temos que estimular a base com mais competições, além de fazer o esporte se tornar mais popular e alcançar o país inteiro, de norte a sul. A nova administração terá muito trabalho a fazer. Acredito que o maior desafio será a fazer com que tudo seja transparente. Coisa que até então a CBDA nunca demonstrou ser. Além de trazer para perto o principal foco de tudo, o atleta.

A Confederação tem ter a porta aberta para os atletas. No entanto, os atletas sendo mais ativos politicamente tem que se unir para o prol do esporte deixando o “velho” individualismo para trás. Acredito que estamos no caminho certo e esse dia histórico irá trazer muitos benefícios para o nosso esporte. Espero em breve ver um de nós (atletas) assumindo a Confederação. Obrigado pelo espaço e #somostodosanatacaobrasileira

Aline Silva, atleta de wrestling, escreveu ao LANCE! sobre as novas oportunidades para os atletas, como palestras e clínicas para empresas e instituições. Leia na íntegra!
Tudo bem, pessoal? Obrigada pelo espaço e por poder escrever um pouco sobre a luta olímpica ou wrestling! Hoje falo sobre as oportunidades que os atletas têm fora do campo de jogo para divulgar seu esporte e suas histórias. Nas palestras eu compartilho um pouco sobre a minha história e sobre a rotina de treinos do atleta de alto rendimento e todos os desafios que enfrentamos, além de mostrar que estes desafios são como os de qualquer cidadão comum no seu dia-a-dia, só que com um alto índice de rendimento focando sempre nos resultados.
É muito legal ver a cara de curiosidade das pessoas sobre a minha rotina, a forma com que tenho que perder peso em pouco tempo para subir na balança antes da luta. Eles querem saber também como mantenho a motivação para virar uma luta ou entrar numa repescagem para o tudo ou nada. Motivar as pessoas a alcançar seus objetivos e servir de exemplo pra elas é muito especial. Isso faz parte da minha formação como atleta e das instituições que estão ao meu redor. Quem me orienta nesse mundo das palestras é o professor Édison Andrades, um verdadeiro mestre nesse segmento.
Bom, agora atualizo os resultados que tenho obtido na luta olímpica. Recentemente, a cidade de Salvador, na Bahia, sediou o Pan-Americano da modalidade. Meu resultado foi muito bom após quatro lutas disputadas! Uma medalha de prata na categoria até 75 kg com três vitórias e apenas uma derrota, justamente para a campeã. Me senti muito feliz e motivada para esse ciclo olímpico de Tóquio 2020.
Antes do Pan, tive a oportunidade de treinar em um camp de wrestling no Canadá. Foram quase dois meses de muito treinamento de luta, parte física e estudo sobre a modalidade. Graças ao Sesi-SP, que é meu clube, tive uma oportunidade de ouro, que vai servir muito para a minha campanha olímpica.
E por falar no Sesi, gostaria de parabenizar a iniciativa da unidade de Cubatão (SP), que investe na luta olímpica. O treinador Flávio Ramos é o responsável pela formação de futuros campeões da modalidade. Os primeiros resultados já começam a aparecer em campeonatos de base.
Obrigada pelo espaço novamente no LANCE! Até a próxima, pessoal.

Leia a coluna quinzenal do jornalista Flávio Perez ao diário LANCE! Neste sábado (20/05), o tema foi mais uma participação de Joca Signorini na Volvo Ocean Race, as novidades para a próxima edição, America’s Cup e Semana de Vela de Ilhabela

Fala pessoal, tudo bem? Hoje abro o espaço da vela oceânica para falar de uma notícia envolvendo o Brasil. O atleta olímpico de Atenas 2004 Joca Signorini será muito provavelmente o único brasileiro na disputa da Volvo Ocean Race, principal regata oceânica do mundo junto com a America’s Cup. Ele integra o time da Holanda na travessia de oito meses de duração. Foi escolhido por ser experiente e muito talentoso. Desde que correu pela primeira vez no lendário Brasil 1, não ficou de fora uma vez. Foi campeão em 2009 junto com Torben Grael, depois esteve na equipe espanhola Telefónica e em 2014-15 foi técnico da equipe feminina SCA. Agora volta ao batente, sendo o brazuca com mais participações.

É para se comemorar, pois raramente temos mais de um entre os escolhidos. A experiência conta muito, principalmente agora que há limitações das equipes beneficiando atletas com menos de 30 anos e mulheres. Joca, que mora hoje na Suécia, tem 40.

Espero que André Fonseca seja chamado também, além de alguma menina. Quem sabe a Martine Grael? Temos bons velejadores, mas nesse tipo de regata o que vale é bagagem em provas de oceano, totalmente diferentes das regatas olímpicas, que consagraram os brasileiros.

O pessoal da Volvo Ocean Race anunciou também mudanças para 2020. Serão dois tipos de barcos para travessias de oceano e regatas curtas, monocasco e multicasco, respectivamente.

E no fim do mês começa o evento esportivo em vigência mais antigo até hoje, a Copa América. Multicascos voadores se enfrentam nas Bermudas para ver quem pega o detentor da coroa, o Oracle USA. Esse evento rola de quatro em quatro anos e é sonhado por todos. Nenhum brasileiro foi campeão ainda desta regata, integrante do Grand Slam da vela junto com a volta ao mundo citada acima e os Jogos Olímpicos. Nesses dois tivemos Torben Grael como vencedor.

Pra terminar, não deixe de participar da Semana de vela de Ilhabela. Vale a pena conhecer o evento e a cidade no maior encontro da vela nacional será em julho.

Oi, pessoal do LANCE!. Tudo certo? Quem me segue nas redes sociais sabe que gosto de destacar as novidades da nossa modalidade, de contar curiosidades e de mostrar a nossa realidade. É um orgulho escrever e falar sobre o polo aquático! Na semana passada recebi uma notícia que me deixou bastante contente. Eu e o meu irmão Ricardo ​tentaremos fomos convocados pelo técnico Ângelo Coelho para treinamento da seleção brasileira visando o Mundial de Desportos Aquáticos de Budapeste 2017. Vamos treinar em São Paulo e no Rio de Janeiro para esse desafio na Hungria. O objetivo no Mundial de Budapeste 2017 é passar de fase, no grupo forte contra Cazaquistão, Montenegro e Canadá.
Estou feliz de ser lembrado mais uma vez. Será o meu terceiro Mundial de Desportos Aquáticos da carreira no time adulto. O Ricardo vai pra sua primeira​ na equipe adulta ou principal​. Eu digo que ele mereceu a ​convocação, pois tem vontade e vai lutar até o fim ​para integrar a Seleção que defenderá ​o Brasil. Certamente ele estará 200% para o Mundial e será uma honra jogar com ele pela primeira vez no time principal. Pra quem não sabe, o Ricardo tem 25 anos e volta à seleção depois de defender o Brasil nas categorias de base. Ele atualmente joga de centr​o no E.C. Pinheiros depois de temporadas na Universidade de Long Beach, nos Estados Unidos.
Vamos seguir a história que a nossa família tem no esporte, que comçou com meu avô João Gonçalves, que esteve em sete Olimpíadas, sendo cinco como ​atleta e duas como técnico. Meu pai também foi integrante da seleção brasileira ​de polo aquático ​na década de 80 e minha mãe é comentarista de saltos ornamentais.
Aproveito para atualizar pra vocês as outras informações polo aquático brasileiro. Vou começar pelo título sul-americano juvenil da equipe masculina, numa partida eletrizante de 11 a 10 contra a Colômbia na casa deles. No feminino deu Brasil também​, vitória sobre a Argentina na final.​
Pra finalizar, terminei minha participação na Liga Espanhola de Polo Aquático 2016-2017  pelo Quadis C.N. Mataró. Ficamos em quinto na classificação geral e eu fui vice-artilheiro da competição, com 63 gols marcados.
Até a próxima, pessoal!

Olá amigos leitores do LANCE! Eu sou a Edênia Garcia, medalhista paralímpica e nadadora com maior número de medalhas em eventos internacionais do desporto adaptado. Hoje escrevo sobre uma grande competição que será realizada em São Paulo, o Open Internacional Loterias Caixa de Atletismo e Natação. A competição ocorrerá entre os dias 21 e 23 de abril, no moderno Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista. Será a minha primeira competição na temporada – e também de muitos outros grandes paratletas brasileiros. Vale vaga para os mundiais das duas modalidades. Por isso, 316 competidores do Brasil e de mais sete países estão inscritos.
O Open é uma competição super tradicional no Brasil e este ano ela está muito mais completa pelas informações citadas acima. Será uma das etapas da Copa do mundo de natação paralímpica, competição esta que integra pela primeira vez o nosso calendário. Espero poder estar nadando próximo dos tempos que me classificam para o mundial nos 50 m costas e 50 m livre. Estamos numa fase pesada de treinos (ganhando força), porém irei estar descansada para tentar fazer o índice. O Open é uma grande oportunidade de estar nadando com os melhores atletas do mundo!
E será uma competição forte sete meses após os Jogos Paralímpicos do Rio. Muito se fala de legado e acredito que o maior deles é justamente o CT Paralímpico, uma mega estrutura preparada para receber os sete países que estarão no Open! É mais uma excelente oportunidade para as duas maiores modalidades paralímpicas brasileiras estarem competindo em casa.
O nível será altíssimo! Tudo isso faz parte do início da campanha para Tóquio 2020! Quero ampliar minha coleção de medalhas em paralimpíadas.  

É isso, convido a todos a assistir a gente no Centro Paralímpico, que fica na Rodovia dos Imigrantes. Obrigado pelo espaço e até a próxima.

Sobre Edênia

Edênia nasceu com polineuropatia sensitiva motora, uma doença progressiva que trouxe dificuldades de movimento nas pernas e nos braços. A nadadora foi a quatro Jogos Olímpicos (Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016) e é a primeira atleta brasileira tricampeã mundial de natação. Especialista nas provas curtas, ela tem quatro medalhas olímpicas, entre elas três pratas (50 m costas, 50 m livre e revezamento 4×50 livre) e um bronze (50 m costas).

Leia a coluna do Espaço dos Campeões escrita por  Dárcio França, sócio-diretor da agência Youp e um dos organizadores da Skate Run
Olá Leitores do LANCE! Atualmente, o Brasil tem cerca de 8,5 milhões de skatistas de todas as idades e praticantes de diversas modalidades. Somos o segundo maior mercado do planeta, atrás apenas dos Estados Unidos. Quando se trata de profissionais, somos uma potencia com destaque nas principais modalidade, tanto masculino quanto feminino. Esse público é dinâmico e sempre antenado em novidades. Gerar coisas novas é o segredo do sucesso. Em 2013 foi criada a Skate Run, que logo em sua primeira edição contou com a participação de mais de 4 mil competidores e aproximadamente 5 mil espectadores prestigiando o evento. Hoje esse número deve aumentar. Vamos expandir o Skate Run para outras cidades.
A ideia é agregar skatistas de todas as modalidades, ambos os sexos, de todas as idades e níveis técnicos, principalmente para aqueles que nunca participaram de um evento. Por isso, a regra é simples: fazer o menor tempo possível os 8km da prova. Todos participantes tem suas marcas cronometradas por chip.
Assim a Skate Run ficou reconhecida como maior corrida de skate do mundo.
Mas além da competição, ou melhor, a grande maioria está lá pra se divertir também. Acompanhado da namorada ou namorado, com o pai ou a mãe, com o filho ou filha, com os avôs, cachorro, papagaio, pode tudo, só não vale skate a motor.
Esse tipo de competição democrática  ajuda a propagar o skate para quem ainda não conhece, pois possibilita, de forma simples, a participação de quem quiser, basta querer.  Com o sucesso comprovado pelas 3 edições realizadas em São Paulo, o evento deve expandir, levando a prova para outras cidades e grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, entre outras cidades, oferecendo assim uma nova opção aos skatistas dos quatro cantos do país. E ainda, mantendo a tradição da prova na capital paulista e se tornar a “São Silvestre” do skate, o grande encontro entre todos os praticantes do Brasil e mesmo de outros países. Estamos trabalhando essa ideia junto com a comunidade do skate, queremos que o mundo todo ande de skate e que possamos continuar ajudando nossa modalidade a crescer e evoluir.

Mudando a cara do boxe brasileiro
Por Sérgio Batarelli, manager dos medalhistas olímpicos Esquiva Falcão e Robson Conceição
Olá leitores do LANCE! e fãs da nobre arte. O boxe hoje no Brasil passa por uma reciclagem e ganha seu merecido lugar de destaque no cenário nacional. Depois das eras Maguila e Popó, a modalidade entrou em um tipo de hibernação, tudo isso devido aos promotores e managers que não se preocupavam com a carreira dos boxeadores e sim com lucro rápido, mesmo que pequeno. Com isso a credibilidade do boxe junto à grande mídia e aos patrocinadores caiu no descredito.
Em 2014, a chave começou a virar. E tive parcela nessa nova cara do boxe, que hoje é presenteada com atletas próximos de títulos mundiais como Esquiva Falcão e o ouro olímpico Robson Conceição. Como manager dessas duas feras e um contrato de sete anos com a Top Rank, gigante norte-americana do boxe, pude ajudar a modalidade crescer com profissionalismo e gestão.
O Esquiva (prata em Londres 2012), por exemplo, tem 17 vitórias e segue invicto como profissional. Estamos trabalhando com estratégia e dedicação para ele se tornar campeão em 2018. No ano passado, eu levei o medalhista de ouro Robson Conceição para a Top Rank e é outro que já já estará com um cinturão de primeira linha.
A mudança se consolidou com a criação dos eventos da Boxing For You, que além de promover lutas valendo títulos nacionais, tem o intuito de descobrir e construir novas carreiras para novos talentos da nobre arte no Brasil. Segundo dados do Bandsports, 2.7 milhões de expectadores assistiram a primeira edição do evento. Uma promessa revelada foi o boxeador Paulo Soares o “Paulinho”, que já no segundo evento dia 7 de abril lutará pelo título brasileiro dos super penas, e outros futuros talentos do boxe brasileiro estão debutando.
Com esse trabalho, o boxe brasileiro profissional vem mudando sua cara e retomando sua credibilidade. O interesse no renascimento do boxe no Brasil é de todos. Obrigado pelo espaço e contamos com a torcida de todos para os boxeadores do país.

Motos Voadoras
O motocross freestyle por Fred Kyrillos, piloto profissional e atual nº1 do ranking nacional

Leitores do LANCE! É um prazer poder escrever sobre o motocross freestyle nesse conceituado espaço. A modalidade, também conhecida por FMX, é muito praticada no mundo todo, lotando estádios e arenas, principalmente nos Estados Unidos e no México, que concentram o maior número de praticantes. É uma modalidade que impressiona qualquer pessoa, pois não é todo dia que vemos uma moto voando, não é mesmo? E mais, executando manobras com alto grau de dificuldade para que o show fique ainda mais emocionante. Não há margem para erros, o menor que seja pode resultar em machucados graves, alguns bem graves. Para quem anda de moto sabe disso, seja qual for o terreno, de motoboy a trilheiro. Atitudes imprudentes cobram um preço alto. Na minha modalidade não é diferente, pode parecer loucura mas há na verdade é preciso muita disciplina e treino duro.
A modalidade nasceu no sul da Califórnia na década de 90. O FMX começou como forma de diversão para os pilotos profissionais de motocross e super cross, que iam para dunas, deserto e outros locais fazer manobras quando não tinha competições. Depois de um tempo, as pessoas começaram a filmar – ainda em VHS, nada de câmera HD ou celulares – e começaram os vídeos, dando força e notoriedade ao FMX. Aqui no Brasil temos duas frentes: os shows – que garantem o ganha pão dos atletas – e as competições. Já recebemos muitos grandes eventos, o número caiu mas há um sinal de retomada (e não é só no FMX). No meu caso, como profissional, participo também dos circuitos de fora do Brasil, meu objetivo é ser campeão mundial. Para isso eu sei que é preciso muita dedicação, preparo e seriedade, tanto dentro e como fora das pistas. Preparo físico e psicológico, uma boa alimentação e boas noites de sono são parte do meu dia-a-dia. Sempre que possível, passo algumas temporadas fora do Brasil principalmente na Califórnia – EUA, onde eu tenho a possibilidade de treinar e conviver com alguns dos grandes nomes do freestyle mundial, e isso ajuda a aumentar o meu nível técnico e ficar cada vez mais próximo do meu objetivo.
Quero aproveitar para convidar a todos para conhecer mais sobre a nossa modalidade, sempre há shows ou competições espalhados pelo Brasil ou em vídeos pela internet. Tenho certeza de que vocês irão gostar. Um grande abraço.