Rotina das baianas que entregam os prêmios aos barcos que chegam da Transat Jacques Vabre

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A edição 2017 da Transat Jacques Vabre será inesquecível para a soteropolitana Conceição França, uma das muitas mulheres que se vestem de baianas tradicionais em eventos. Escolhida para recepcionar os barcos na chegada a Salvador, ela tem a missão de dar boas-vindas aos velejadores que enfrentaram 8 mil quilômetros desde Le Havre, na França.

Sempre com sorriso estampado no rosto, Conceição vive uma maratona, assim como o staff da Transat Jacques Vabre. Como os barcos não tem hora para cruzar a linha de chegada e são mais de 30 em competição, a rotina da baiana tradicional fica imprevisível.

”Estou preparada e pronta para a hora que me chamarem. Pode ser pela manhã, tarde ou noite!”, disse Conceição França. ”É muito legal receber os velejadores de outros países na minha terra”.

As baianas tradicionais usam a indumentária baseada nas mulheres dos terreiros de candomblé. Elas usam batas de renda ou richelieu com turbantes ou torços na cabeça.

Neste domingo (19), Conceição ganhou uma companhia pra lá de especial. A diretora de comunicação da Transat Jacques Vabre, Anne Millet, se vestiu de baiana para celebrar a chegada do Des Voiles et Vous!, terceiro colocado da classe IMOCA.

”Foi minha primeira vez como baiana. Achei muito legal me vestir a caráter”, disse a francesa.

Ao todo, as baianas devem celebrar a chegada de 31 barcos da regata. Apenas seis ficaram pelo caminho. A Vila da Regata estará aberta até dia 24 no Terminal Turístico Náutico da Bahia.