O paddleboard no Brasil ! Por Patrick Winkler para o LANCE!

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Oi pessoal  do Lance!, aqui é o Patrick Winkler, atleta de paddleboard do Brasil. Para quem não sabe, o paddeboard é como se fosse uma mistura entre a natação e o Stand Up Paddle. A modalidade é a tradicional remanda de prancha.

Desde 1700, quando o capitão James Cock teve contato com o povo polinésio, já se observavam homens se locomovendo na agua através da remada de pranchas de madeira. Isso virou uma modalidade esportiva, no seculo passado, por iniciativa do Waterman Tom Blake.

Vou contar aqui um pouco da minha história com o esporte. Conheci o paddleboard em 1999, na praia de Manly, em Sydney na Austrália. Depois disso, trouxe a prancha para o Brasil,  que acabou guardada por algum tempo. Em  2011 comecei a praticar o Stand up paddle, no club Matero na Raia da USP, e depois retomei a remada com o paddleboard, esporte que utiliza apenas as mãos para a remada.

Já conquistei alguns títulos no paddle e completei, em 2017,  a travessia Molokai 2 Oahu no Havaí, um dos campeonatos mais concorridos e difíceis do mundo.

Hoje sou treinado pela minha namorada, Raquel Daoud, que também é atleta de canoa havaiana. Acredito que praticar outras modalidades aquáticas ajudam a aprimorar o nível de treinamento no paddleboard e me torna um  atleta ainda mais completo, por isso o termo Waternan!

No último final de semana, por exemplo, venci uma prova de Stand up paddle, em Brasília, no Rei e Rainha do Mar. Foi uma prova muito difícil, com intensidade alta de vento e contorno de 24 boias em 8k. Mas valeu muito os treinos que realizei na represa de Guarapiranga/SP.  Subir no lugar mais alto do pódio é sempre muito bom. Meu próximo desafio será o Aloha Spirit que será realizado do dia 22 ao dia 24 de junho em Brasília e o grande objetivo do ano é participar do Mundial  de padleboard, organizado pelo ISA Games, em Búzios (RJ).