Coluna de Gustavo ‘Grummy’ Guimarães

0
271
Polo Aquático na Romênia
Por Gustavo ‘Grummy’ Guimarães, atacante da seleção brasileira de Polo Aquático
Leitores do LANCE! Hoje vou escrever sobre mais uma experiência internacional que terei no polo aquático. A partir de setembro, eu passo a integrar o CSM Digi Oradea, uma das principais equipes da Romênia, além de seguir defendendo o Esporte Clube Pinheiros aqui no Brasil. Certamente será um desafio, pois vou jogar em um país que eu não falo o idioma e nem conheço. Embarco nessa semana pela primeira vez para a Romênia e espero evoluir ainda mais meu jogo. O CSM Digi Oradea é um time que conheço alguns jogadores, mas nunca conversei com nenhum deles. O técnico me conhece e já me viu jogar, e isso é importante nessa fase inicial! A parte boa é que ele fala espanhol, então isso facilita a comunicação.
Mas acredito que vai ser um desafio diferente na Romênia, lá na cidade de Oradea.  Vamos jogar Champions League (Liga dos Campeões) – aquela mesma do futebol, só que no polo. Teremos alguns treinos na Hungria, uma das potências da nossa modalidade e por isso acredito que possa acrescentar muito no meu crescimento profissional e pessoal também. Vou conhecer uma nova cultura, um novo idioma, então acho que isso vai fazer a diferença para mim. Já joguei na Espanha, Itália e agora embarco para a Romênia!
O polo aquático da Romênia é físico, bastante duro! Já joguei uma vez só, durante o pré-olímpico de 2012.  É um polo aquático diferente do italiano, no qual eu estava, que também é diferente do polo aquático brasileiro. Na Itália é um jogo mais rápido, já na Romênia é um jogo mais físico, então acredito que jogar um campeonato como esses para um jogador rápido como sou pode ser algo diferente. Eles estão acostumados com jogadores fisicamente fortes e habituados com luta na água e eu vou tentar implantar uma coisa nova, de mais movimento. Acredito que eu possa aprender mais sobre o jogo físico para me fazer crescer como jogador, e, ao mesmo tempo, coloca los em um jogo de mais dificuldade, de mais natação, deslocação e movimento dentro d’água.
No polo aquático atual, muitas seleções tem a característica de jogo físico, então para enfrentar equipes do Leste Europeu, como Croácia e Sérvia, vou ganhar ainda mais bagagem. Com a escola que tivemos com o Ratko Rudic na campanha da Rio-2016, nós aprendemos um pouco sobre esse estilo pegado, mais físico. Só que se você para de trabalhar o outro lado (velocidade), fica meio que esquecido. Acredito que eu não vá perder minhas características como velocidade e movimento, e irei melhorar esse jogo de luta. Espero poder ajudar os meus clubes e também a seleção.
E por falar em seleção, voltamos aos treinos em agosto para os desafios do final da temporada, principalmente a disputa do Campeonato Sul-Americano, que será no mês de novembro no Peru! A competição vale vaga para os Jogos Pan-Americanos de 2019. É lá que tentaremos ganhar dos Estados Unidos e ir direto para Tóquio-2020.
Fico por aqui e um abraço.