Dra Tathi Parmigiano é colunista na EspnW

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Dra Tathi Parmigiano é colunista na EspnW

Coluna da médica aborda o tema do câncer de mama nesse outubro Rosa.

A relação da atividade física com o câncer de mama

Etiene Medeiros promoveu a campanha'Touca Rosa'
Etiene Medeiros promoveu a campanha ‘Touca Rosa’ Reprodução

Apesar das pessoas no mundo inteiro estudarem o assunto o ano todo, é outubro (e com o Outubro Rosa) que nos lembramos da importância da prevenção conta o câncer de mama. Pedi para que um querido amigo e grande médico escrevesse esse mês, com propriedade científica, sobre a importância do exercício e prevenção. Porque prevenção é o que nos garante longevidade e a possibilidade de realizar o que desejamos ao longo de nossas vidas. Com vocês, Dr. Rodrigo Santa Cruz Guindalini, Oncologista Clínico da CLION e Coordenador do Centro de Genética e Prevenção de Câncer do GRUPO CAM de Salvador, Bahia.

Qual a relação entre atividade física e câncer de mama? 

“A atividade física pode impactar positivamente o risco e desfechos do câncer de mama. Muitos estudos mostram que mulheres fisicamente ativas têm um risco menor de desenvolvimento de câncer de mama do que mulheres inativas, principalmente em mulheres na pós-menopausa. Em um grande estudo publicado em 2013, a redução do risco médio de câncer de mama associado à atividade física foi de 12%. Para mulheres que já desenvolveram a doença, evidências relacionam a atividade física após o diagnóstico com melhores resultados de câncer de mama. Por exemplo, um grande estudo descobriu que as mulheres que se exercitavam moderadamente (o equivalente a caminhar de 3 a 5 horas por semana a um ritmo médio) após um diagnóstico de câncer de mama tinham aproximadamente 40% a 50% menos riscos de recorrência do câncer de mama, morte por câncer de mama e morte por qualquer causa em comparação com mulheres mais sedentárias. O potencial benefício da atividade física em relação à morte por câncer de mama foi mais aparente em mulheres com tumores com receptores hormonais positivos. Além disso, alguns tratamentos para o câncer de mama podem fazer a paciente se sentir muito cansada ou doente. Neste cenário, o exercício pode influenciar positivamente certos efeitos colaterais relacionados ao câncer, como fadiga, neuropatia periférica induzida por quimioterapia, comprometimento cognitivo relacionado ao câncer, artralgia e linfedema. Recomenda-se que as mulheres façam pelo menos 150 minutos (2 horas e 30 minutos) de atividade de intensidade moderada por semana. Atividade de intensidade moderada deve fazer seu coração bater mais rápido. Você se sentirá mais quente e respirará um pouco mais, mas ainda poderá manter uma conversa. Você pode dividir isso como quiser. Por exemplo, você poderia fazer 30 minutos de atividade em cinco dias por semana. Se você quiser fazer períodos mais curtos de atividade, você pode fazer 10 minutos três vezes por dia em cada um desses dias. Qualquer quantidade de atividade é melhor que nenhuma; se você se esforçar para fazer 150 minutos, comece tentando reduzir o tempo que você passa sentado ou inativo e aumente gradualmente ao longo do tempo”.

Maria Portela vestiu a camisa - literalmente!
Maria Portela vestiu a camisa – literalmente! Reprodução

Como disse e comprovou Dr Rodrigo Guindalini, o exercício físico previne e diminui recorrência de câncer de mama.

A atitude faz a diferença, como nos ensinaram as atletas olímpicas Maria Portela do judô e Etiene Medeiros da natação. Fiz 40 anos esse ano. Farei minha mamografia anual por muitos anos, se Deus quiser. Porque o exame não dói. O que dói é perder um parente ou amigo querido por falta de prevenção. Procure seu ginecologista. Peça orientação. Faça seus exames.