CEO da ABB Formula E comenta os 50 ePrix da categoria

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Alejandro Agag, CEO, Formula E, with Ulrich Spiesshofer, CEO, ABB

A ABB Fórmula E alcançou a marca de 50 corridas disputadas no último domingo (10), com o ePrix de Hong Kong. O suíço Edoardo Mortara venceu pela primeira vez na categoria, assim como a sua equipe, Venturi Formula E Team.

O resultado foi conquistado após a punição aplicada ao britânico Sam Bird (Envision Virgin Racing), que recebeu um acréscimo de cinco segundos em seu tempo total de prova, por ter causado uma colisão com André Lotterer (DS Techeetah) no inicio da ultima volta.

O pódio em Hong Kong foi completado com o brasileiro Lucas di Grassi (Audi Sport ABT Schaeffler) na segunda colocação, e com o holandês Robin Frijns na terceira posição (Envision Virgin Racing).

O crescimento da Fórmula E nos últimos anos é notável.

O mundial de carros elétricos conseguiu atrair as principais montadoras do planeta, pilotos de alto nível de diversas outras modalidades (inclusive com passagem na F1), e sem mencionar o fato de correr nos centros das principais metrópoles do mundo.

Mas de acordo com o sue fundador e atualmente CEO, Alejandro Agag, muitos duvidavam de que a ideia de um mundial com carros totalmente elétricos correndo pelas ruas dos principais cartões postais do mundo, não iria dar certo. Como Bernie Eccclestone, ex-homem forte da F1.

Felipe Nasr (BRA), GEOX Dragon Racing, Penske EV-3

”Em 2012, quando anunciamos a Fórmula E, muitas pessoas acharam que não conseguiríamos fazer nossa primeira corrida. Lembro-me de Bernie Ecclestone me falar exatamente isso: você nunca irá fazer sua primeira corrida”, revelou Alejandro Agag.

”Fui a Spa-Francorchamps pouco antes da corrida de Pequim e mostrei a ele as fotos das paredes e cercas. Ele estava checando os detalhes e então me disse: Ok, então você vai fazer sua primeira corrida. Estou feliz que você tenha razão e eu esteja errado”.

Atualmente, a Fórmula E tem etapas em cinco continentes, e além de ter no grid montadoras como Audi, DS, Nissan, BMW, Mahindra e Jaguar, outras fabricantes estão de olho na categoria, e na próxima temporada, Mercedes e Porsche também estarão na disputa do mundial.

”A corrida número 50 é um grande momento para nós. Isso mostra que o campeonato está no seu melhor momento até agora, e com a Porsche e a Mercedes ainda por vir. Elas estão chegando no ano que vem”, completou Agag.

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